Política
Publicado em 18/08/2026, às 09h22 Divulgação / TSE Redação
As estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam para uma redução de 30% no número de candidatos a cargos públicos na comparação com o último pleito federal, em 2022. Os postulantes caíram de 29.262, em 2022, para 20.530, na disputa deste ano.
Os dados também mostram que o PL repete 2022 e segue como o partido com maior número de candidaturas. O partido de Flávio Bolsonaro registra 1.628 candidatos para o pleito, contra 1.618 da última eleição, um crescimento de 0,6%. As candidaturas do PL correspondem a 7,93% das 20.530 registradas.
Logo atrás vêm o MDB, com 1.391 candidatos (6,78% do total), além de Novo e Republicanos, com 1.296 (6,31%) cada. Partido do presidente Lula, o PT registrou 1.095 candidaturas (5,33%) e voltou ao "top 10", mesmo com menos registros de candidaturas em relação a 2022, quando teve 1.119 candidatos.
Quando comparado ao pleito de 2022, o top 10 teve, ao todo, cinco mudanças: saíram União Brasil, PP, PTB, PSB e Patriota e entraram os partidos Novo, Podemos, PSD, PT e PSDB.
A diminuição no número geral de postulantes, que já havia sido observada nas eleições municipais de 2024, ocorre após mudanças nas regras eleitorais que incluem o fim das coligações nas eleições proporcionais e o avanço da chamada cláusula de barreira desde o pleito de 2018.
A norma exige que os partidos atinjam determinado patamar de votos nacionalmente para manter acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda em rádio e TV. Siglas que não atingem esse patamar isoladamente podem se combinar, após a eleição, para manter os benefícios, o que também tem levado nos últimos anos a uma redução do número de legendas aptas a lançar candidatos. Diante da regra, os partidos passaram a priorizar as eleições para a Câmara dos Deputados, uma vez que o total de eleitos na Casa é usado como parâmetro para calcular a cláusula de barreira.
O prazo para registro de candidaturas acabou no último sábado (15). Embora os dados finais ainda estejam sujeitos a atualizações, o TSE afirmou em nota que pode haver apenas "pequenas alterações" em razão de desistências, falecimentos, decisões judiciais ou substituições de candidaturas.