Política
Publicado em 02/07/2026, às 05h30 Arquivo Bnews Héber Araújo
Salvador volta, nesta quinta-feira (2), a ser o centro das atenções do estado para as comemorações dos 203 anos da Independência do Brasil na Bahia. Entretanto, o foco desse ano não é a importância cívica da data para a história do Brasil, mas pelos festejos serem o termômetro político para os candidatos às eleições de outubro.
E nesse cenário de indefinição e preparação para as eleições tudo será avaliado nos mínimos detalhes, como: a intensidade das palmas e a duração das vaias que cada político recebeu. Além disso, o evento promete a presença de caravanas de militantes, de ambos os lados, que prometem fazer a algazarra do dia em defesa de seus políticos.
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Buscando a reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT) estará presente, acompanhado dos principais nomes de seu governo. Mas o governador da Bahia terá que enfrentar os desgastes gerados por uma polêmica nacional que afeta diretamente seu governo: o envolvimento do senador Jaques Wagner no Caso Master.
O ex-líder do governo Lula não é só um dos principais nomes do governo do presidente, mas um dos principais articuladores da política baiana do lado petista. A operação da Polícia Federal foi um prato cheio para a oposição, que busca derrubar a hegemonia do PT no governo da Bahia.
Nesse momento, Rodrigues pode apenas demonstrar força política de seu grupo, enquanto ressalta sua confiança na inocência do senador. No entanto, não está claro se Wagner se adotará uma postura mais discreta na festa.
O pré-candidato a governador ACM Neto (União), por sua vez, busca se fortalecer para não repetir a derrota que sofreu em 2022. Visto como a representação da “volta do Carlismo”, o ex-prefeito de Salvador se rodeou de nomes do bolsonarismo e de ex-aliados de Jerônimo – como Ângelo Coronel – a fim de articular seu nome entre os contrários ao governo do PT.
A expectativa é que o ex-prefeito esteja acompanhado do seu vice, Zé Cocá, dos nomes que apoia para o senado, além de nomes de deputados estaduais e federais, apresentando ao eleitorado uma chapa unida.
Presente nos últimos anos da realização do desfile cívico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que não participará do evento este ano. A especulação para a ausência do petista seria as questões médicas do presidente, que foi diagnosticado com um câncer de pele.
A decisão de Lula de não participar do desfile levou em consideração as condições do clima em Salvador, o calor provocado pela multidão e o desgaste físico e mental do evento.
Já o pré-candidato da direita, Flávio Bolsonaro (PL), também será outro que estará ausente no evento. O pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, veio a Salvador no 2 de Julho de 2022, onde participou de uma motociata organizada pelos apoiadores. Esse ano, a motociata ocorrerá novamente e terá a presença de deputados bolsonaristas como Leandro de Jesus e Capitão Alden