Política
Publicado em 23/10/2026, às 15h44 Reprodução/Redes sociais Sophia Souza
Nesta sexta-feira (23), Gil do Vigor, que participou do BBB 21, usou as redes sociais para criticar a representação do Nordeste como um lugar pobre e sofrido.
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O tema ganhou ainda mais repercussão após o deputado federal, Nikolas Ferreira, ter postado um vídeo com supostos depoimentos de nordestinos sobre dificuldades financeiras e acesso a serviços públicos, com críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o ex-bbb, o Nordeste é sempre retratado com um lugar de sofrimento e que o povo precisa de ajuda. No entanto, apesar da região ainda ter problemas, como em todo Brasil, os avanços são notáveis.
“Você conhece o nosso Nordeste, por acaso, pra poder falar, minha gente? Tem dificuldade? Tem. Tem pobreza e desigualdade? Temos. Mas nós temos pobreza e desigualdade em todas as regiões do Brasil, não estou mentindo, mas nós avançamos muito”, afirmou.
Ele destaca, principalmente, como as universidades federais conseguiram chegar ao sertão, permitindo que várias pessoas tivessem acesso ao ensino superior.
“Quero começar aqui com a interiorização das universidades federais, minha gente. Sabe o que é você ter milhares de jovens lá do sertão. Filhos de agricultores, de trabalhadores, famílias humildes, que passam a ter oportunidade de estudar, sabe aonde? Em uma universidade pública”, defende.
Ainda falando sobre educação, Gil fala sobre as conquistas dos estudantes nordestinos e menciona a região como um polo de ciência, pesquisa e tecnologia. Ele cita como exemplo, em 2025, das dez redações nota mil no Enem, sete foram do Nordeste.
Gil afirma que ainda há muito o que melhorar no Nordeste, assim como em todo Brasil. No entanto, ele defende que a região pare de ser conhecida apenas pelo estereótipo de ‘pobre coitado ‘.
“O Nordeste, assim como todo o Brasil, tem muita coisa a melhorar, gente. Mas a gente quer ser reconhecido pelo nosso poder. Queremos ser reconhecidos como um povo que trabalha, que estuda, que desenvolve. Não sempre nesse lugar dá: ‘ô, meu Deus, pobre coitado’. Porque não somos pobres, nem coitados, somos um povo batalhador e nós temos identidade”, finalizou.
Gravado em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, o material de Nikolas Ferreira foi produzido no contexto da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno das eleições de 2026.
Publicado na terça-feira (20), o vídeo passou a ser alvo de críticas por conta da escolha dos cenários e do uso de equipamentos profissionais. Até a noite de quarta-feira (21), o vídeo havia ultrapassado 160 milhões de visualizações.
Imagens dos bastidores que circularam nas redes sociais mostram integrantes da equipe de Nikolas orientando a composição das cenas. Em um dos trechos, João Markus, coordenador de comunicação do deputado, discute sobre o enquadramento de uma residência para evitar que uma antena parabólica, considerada moderna, apareça na imagem.
Outro ponto que chamou atenção foi a presença de equipamentos de gravação, como iluminação e teleprompter. A estrutura gerou questionamentos porque a produção foi apresentada como uma reunião de relatos espontâneos de moradores.