Política
Publicado em 28/03/2026, às 07h30 Marcos Oliveira/Agência Senado Davi Lemos
A CPMI do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o parecer do relator Alfredo Gaspar (PL-AL) por 19 votos contra e 12 a favor. O documento, com cerca de 4,3 mil páginas, sugeria o indiciamento de mais de 200 pessoas investigadas por descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
Após a votação, parlamentares aliados ao governo Lula pressionaram o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), para nomear um novo relator e permitir a análise de um relatório alternativo elaborado pela base governista.
Viana, no entanto, negou o pedido, afirmando que a escolha de um novo relator é uma prerrogativa exclusiva da presidência e não possui prazo definido. Com isso, ele indeferiu a solicitação e encerrou os trabalhos da CPMI.
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) apresentou uma questão de ordem para a apreciação do relatório alternativo. Viana não acatou o pedido e não indicou um relator para ler o texto da base governista.
Carlos Viana anunciou que a investigação continuará: cópias do relatório rejeitado, segundo ele, serão encaminhadas a diversas instituições. Ele citou o Ministério Público Federal (MPF) e o Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), por sua vez, afirmou que o documento da base governista será levado à Polícia Federal.
Votação de relatório de CPMI do INSS deve entrar pela madrugadas
Governo exonera ministro para votar contra relatório de CPMI