Política

Empresa ligada ao PCC recebeu milhões de financiadora de Dark Horse

A ACX ITC pertence formalmente a Ericsson Azevedo, de 50 anos, um vendedor de pipas que confessou ser “laranja” no esquema  |  Reprodução

Publicado em 07/07/2026, às 08h32   Reprodução   Rebeca Santos

A empresa Dark Horse, responsável pelo financiamento do filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, transferiu R$ 26 milhões para uma firma que, segundo a Polícia Civil de São Paulo, integrava um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com relatório final da polícia obtido pelo Metrópoles, a Entre Investimentos depositou exatamente R$ 26.225.110,00 na conta da ACX ITC Serviços de Tecnologia Ltda. entre fevereiro e abril de 2025.

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A Entre Investimentos está registrada em nome de Antônio Carlos Freixo Junior. Foi por meio dessa empresa que o banqueiro Daniel Vorcaro enviou recursos para supostamente financiar o filme sobre Jair Bolsonaro, conforme a versão apresentada pelo pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro.

A ACX ITC pertence formalmente a Ericsson Azevedo, de 50 anos, um vendedor de pipas que confessou ser “laranja” no esquema.

Em depoimento à polícia, Azevedo contou que estava em um campo de futebol no bairro do Jaçanã, na zona norte de São Paulo, quando lhe ofereceram R$ 5 mil para ele e a esposa figurarem como donos fictícios da empresa. O homem disse trabalhar com a venda de pipas e rabiolas por meio de rifas, com renda de R$ 1.000 por rifa vendida.

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