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Política

Empresário que acompanhou Vorcaro ao Planalto aumenta capital de empresa em R$ 770 milhões, diz colunista

Segundo a revista Veja, Júlio Cezar acompanhou Daniel Vorcaro em reuniões no Planalto e foi citado em proposta de delação rejeitada pela PF e pela PGR  |  Reprodução/Redes Sociais e Antônio Cruz/Agência Brasil

Publicado em 14/10/2026, às 09h14   Reprodução/Redes Sociais e Antônio Cruz/Agência Brasil   Eduardo Costa

Suspeito de atuar como operador de propinas nos fundos de pensão do grupo do ministro da Saúde de Lula (PT), Alexandre Padilha, aumentou em junho o capital social de sua empresa em 770 milhões de reais. A informação é do colunista Robson Bonin, da Revista Veja.

Anteriormente, o capital social da "Exclusivo Participações" era de 10.000 reais, passando para 770.343.156 reais no dia 11 de junho em registro na Junta Comercial de São Paulo.

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Na mesma data, foi cessada quotas sociais, no valor de 10.000 reais, para outra empresa administrada por Júlio Cezar. 

A empresa também passou de sociedade empresária limitada para sociedade anônima de capital fechado. 

De acordo com a Veja, dados da Presidência da República mostram que Júlio Cezar acompanhou o banqueiro Daniel Vorcaro em pelo menos duas reuniões no Palácio do Planalto. 

Os registros aparecem no Gabinete de Segurança Institucional do Planalto, e compravam o que Vorcaro disse na proposta de delação rejeitada pela Polícia Federal  e pela Procuradoria-Geral da República, além das informações encontradas no celular do ex-banqueiro.

A primeira vez que Vorcaro e Júlio estiveram na residência do presidente Lula foi  às 14h33, do dia 1º de março de 2024. 

Na delação em que cita sobre o assunto, o ex-dono do Banco Master diz que esteve com Alexandre Padilha e Olavo Noleto e outros interlocutores nessa reunião.

“Nesse dia, estavam também o assessor Olavo, Fernando, o primo desse Olavo, e o próprio Júlio. Nessa conversa, Padilha mais ouviu do que falou, mas afirmou que ‘o que eu tratasse com Olavo seria como se eu estivesse tratando com o próprio Padilha’”, diz Vorcaro. 

Após isso, Vorcaro conta que recebeu Júlio, Olavo e o primo dele para uma reunião reservada em Brasília.

“Júlio, Olavo e seu primo foram em minha casa para uma conversa aberta: ‘só haveria um jeito de entrar na Previ, Petros e Postalis: mediante pagamento de propina também na ordem de 10% de tudo o que o banco captasse’”, diz. 

De acordo com o banqueiro, o plano traçado entre ele e Padilha previam captar até 10 bilhões de reais nos cofres dos fundos de pensão de servidores da Caixa, do Banco do Brasil, da Petrobras e dos Correios.  

Em troca dos favores, o grupo do ministro de Lula receberia 1 bilhão de reais em propina, ou 10% de tudo o que o Master tirasse dos cofres dos fundos. 

Na delação que apresentou a PF e a PGR, Vorcaro conta que Júlio pediu e recebeu  um sinal de propina de 500.000 reais, quando o governo do presidente Lula autorizou formalmente o Master a operar nos fundos. 

Os valores foram pagos por meio de um contrato de fachada com outra empresa, de acordo com Vorcaro. O ex-banqueiro  chegou a oferecer os “recibos de propina” dada ao grupo do ministro de Lula.

A PF e a PGR, no entanto, descartaram investigar o caso por “falta de provas”. 

Classificação Indicativa: Livre


TagsAlexandre PadilhaBanco MasterDaniel VorcaroempresárioLulaPalácio do Planaltopolítica

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