Política

Entenda por que Michelle Bolsonaro está sendo comparada a Serena Joy, de O Conto da Aia

Serena Joy ajuda a criar um regime opressor, mas depois é afastada das decisões e passa a sofrer as consequências do próprio sistema  |  Montagem

Publicado em 26/06/2026, às 08h42   Montagem   Rebeca Santos

As decisões de Michelle Bolsonaro na política vêm sendo comparadas, nas redes sociais, ao livro e à série O Conto da Aia (The Handmaid's Tale), após ela fazer um desabafo expondo atritos com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro. O motivo foi uma disputa política no Ceará.

Tudo começou quando Michelle e Flávio divergiram sobre as alianças eleitorais no estado. Ela defendia a candidatura de Priscila Costa ao Senado pelo PL Mulher. Já o senador trabalhava por uma estratégia de aliança que envolvia grupos ligados ao ex-governador Ciro Gomes.

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A diferença de posições escancarou a briga interna por espaço e influência dentro da família Bolsonaro. Em suas redes sociais, Michelle disse que foi pega de surpresa por uma articulação que classificou como “coordenada e premeditada” para enfraquecer a candidatura que ela apoiava.

Ela também revelou um momento de tensão com Flávio. Segundo o relato, ele a tratou de forma humilhante ao telefone e disse que ela “havia chegado ontem e não entendia nada de política”.

Foi aí que internautas começaram a comparar Michelle com Serena Joy, uma das principais personagens de O Conto da Aia . Na história, Serena Joy ajuda a criar um regime opressor, mas depois é afastada das decisões e passa a sofrer as consequências do próprio sistema que defendeu.

Usuários viram semelhança entre o que aconteceu com Michelle e o destino da personagem.

“A Michelle igual a Serena de O conto da Aia descobrindo que supresa ela também é uma mulher que pode sofrer misoginia”, disse um internauta.

“Já vi essa história com a serena de o conto da aia… ilusão achar que pode ajudar a implementar um sistema de opressão e não ser oprimida também depois”, comentou outro.

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VÍTIMA DO SISTEMA QUE DEFENDE

Michelle Bolsonaro construiu esse sistema com as próprias mãos. O que aconteceu nos bastidores do PL não é traição. É o sistema funcionando  como ela ajudou a projetar.

Ela passou anos construindo o eleitorado feminino da extrema direita. Viajou o Brasil, humanizou o projeto, converteu mulheres. Defendeu o fim das cotas de gênero para mulheres na política.

A ex-primeira-dama, que ajudou a fortalecer o espaço conservador para mulheres, agora se vê marginalizada dentro do mesmo ambiente político que contribuiu para moldar.

Classificação Indicativa: Livre


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