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Política

Ex-carcereiro de Lula revela bastidores e duras críticas do petista a ministros do STF em livro

Lula expressa mágoa e descontentamento com decisões do STF em diálogos revelados por seu ex-carcereiro em novo livro  |  Arquivo / Agência Brasil

Publicado em 05/11/2026, às 09h03 - Atualizado às 09h04   Arquivo / Agência Brasil   Yuri Pastori

O policial federal Jorge Chastalo Filho, carcereiro de Lula nos 580 dias na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba, relata no livro "Banho de Sol" diálogos em que o então preso fez críticas a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), inclusive os que ele mesmo ou Dilma Rousseff indicaram. As informações são da jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

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Cármen Lúcia teria sido chamada por Lula de "falsa humilde". O petista contou que ela se apresentou a ele, em 2006, como filha de pai de mãos calejadas e devota da "gratidão" e que ele "caiu nessa!". "Agora está aí, insegura, fazendo merda”, teria dito Lula no cárcere.

De acordo com Chastalo, Edson Fachin foi chamado pelo presidente de "filho da puta ". Lula afirmou que não o indicou por desconfiança e que Dilma o nomeou. A crítica foi feita após a retirada de pauta de um habeas corpus. Ele também o descreve como "comedor de hóstia... que comem hóstia hoje, mas fazem merda amanhã", em comparação a Jair Bolsonaro.

Luiz Fux teria sido chamado de "cachorro pidão", por supostamente cortejar uma vaga no STF durante o governo Lula, e de "canalha", nomeado por Dilma com indicação de Antônio Palocci e Sérgio Cabral. Na ocasião do comentário, Luiz Fux derrubou a autorização de Ricardo Lewandowski para uma entrevista de Lula na prisão.

Ainda segundo o carcereiro, Lula fez elogios a Gilmar Mendes e Celso de Mello. Eles eram vistos como exceções de coragem. Os outros ministros seriam "boi do cu branco", expressão que Chastalo diz ter pedido para ele explicar: touro covarde que não luta pelo posto de reprodutor, "não aguentam uma capa da Veja".

As declarações teriam sido feitas por mágoas devido aos reveses na Corte que negava a sua liberdade e adiava julgamentos. Lula deixou a prisão em novembro de 2019 após o STF vedar a prisão antes do trânsito em julgado. A coluna de Mônica Bergamo procurou a assessoria de Lula e do STF, mas não teve resposta até a publicação.

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