Política

Ex-integrante do MBL planejou assassinato de Renan Santos: “Quero ver morto”

Polícia Civil de São Paulo e a PF instauraram inquérito para apurar os fatos  |  Reprodução

Publicado em 18/09/2026, às 08h54   Reprodução   Redação

Uma ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) conversou durante meses sobre a possibilidade de assassinar o coordenador do MBL e candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão).

A coluna de Andreza Matais do portal Metrópoles teve acesso a um conjunto de 378 arquivos sobre a influenciadora Glenda Varotto, incluindo fotos, vídeos e, principalmente, gravações de áudio coletadas ao longo de meses.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

“Eu quero ver o cara morto”, diz a influenciadora, conhecida como Espectro Cinza, numa gravação de áudio.

Em uma das gravações, Glenda diz a um confidente, que a gravou, querer um romance com Renan Santos. O presidenciável não a corresponde.

“Não quis me comer, bem feito. Destruí sua vida (risos). Era só ter me comido. Não quis, se fodeu. É isso que acontece com todos os homens que não transam comigo”, disse em um áudio.

A partir daí, Glenda procura outros ex-integrantes rompidos com o MBL para planejar formas de causar, nas palavras dela, “irritação, aborrecimento, ódio, vergonha, humilhação” ao presidenciável.

“Por mim, desde que ele esteja morto, eu tô feliz. Essa bosta desse cara aí pode instaurar Terceira Guerra Mundial, Terceiro Reich, sei lá, foda-se, eu só quero esse cara morto. Esse demônio. Esse fodido”, diz Glenda, de 34 anos, numa das gravações.

À coluna, Glenda Varotto disse que os áudios são um mero “desabafo” sobre seu antigo local de trabalho, dito “da boca para fora”. Disse ainda que nunca teve real intenção de matar ninguém e que é alvo de uma campanha de “assassinato de reputação” por parte do movimento.

Natural de Carazinho (RS), Glenda se apresenta no Instagram como “palestrante, escritora e criadora do Conciliacionismo (de gênero)”. Atualmente, ela tem 180 mil seguidores na rede.

Preocupação

A maioria dos arquivos foi produzida entre janeiro e agosto deste ano por um amigo e ex-professor de inglês de Glenda. Ele disse ter ficado preocupado com as menções frequentes a violência física.

“Não acho que você quer matar mais ninguém, só ele (Renan)”, diz o professor numa das conversas com Glenda, no começo de agosto. “Não, claro, é só ele. Que ele merece (morrer), porque é uma pessoa horrível”, diz Glenda.

Nas conversas, também aparecem menções constantes a outros ex-integrantes do MBL que romperam com o grupo e que hoje são detratores.

“E não é só eu (que quer a morte de Renan Santos). O Ben (Pontes) quer, a Mabel (Palumbo) quer, o (Gabriel) Costenaro quer”, diz ela na mesma conversa com o ex-professor de inglês.

“Domingo eu vou encontrar ele (Costenaro), (Matheus) Faustino (ex-porta-voz do MBL), Ben… todos os ferrados”, diz ela, num áudio de meados de junho.

Numa das conversas, Glenda chega a dizer que não ficaria muito tempo presa caso ela mesma matasse Renan, por ter curso superior e ser branca.

“Vamos considerar: eu tenho universidade, eu não tenho passagem na polícia, eu sou branca, eu sou boa, tipo, boazinha, eu sou inteligente, as pessoas gostam de mim, nunca fiz mal para uma mosca. Capaz de eu sair como heroína ainda que matei Adolf Hitler”, diz ela ao confidente.

O que diz Renan

Procurado, Renan Santos disse que a Polícia Civil de São Paulo e a PF instauraram inquérito para apurar os fatos.

“Tomamos conhecimento de uma rede criminosa que atua desde 2024 para imputar crimes de nazismo, racismo e misoginia contra mim e outros membros do MBL/Missão. Um dos objetivos deles é que, com isso, eu seja morto. Enviamos essas informações à Polícia Civil e à Polícia Federal, que instauraram inquérito para apurar”, disse ele.

“Vale lembrar: essa senhora tentou de várias maneiras me seduzir, sem sucesso. Tentou se relacionar comigo, interferir em relacionamentos pessoais e, tão logo percebeu que não teria sucesso, optou por montar uma quadrilha visando destruir minha reputação, campanha e honra. É uma pessoa má que precisa de tratamento”, disse o candidato.

Classificação Indicativa: Livre


Tagspolícia federalassassinatoviolênciaPolícia Civilracismonazismombláudiosrenan santosinfluenciadoraGlenda varotto