Política

Fávaro não deve voltar ao Ministério da Agricultura após votar em CPMI

O senador Carlos Fávaro (PSD/MT) deve continuar no Senado e disputar a reeleição para o mandato  |  Andressa Anholete/Agência Senado

Publicado em 28/03/2026, às 08h52 - Atualizado às 09h11   Andressa Anholete/Agência Senado   Davi Lemos

O ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD/MT), não deve retornar ao cargo após sua exoneração, oficializada na sexta-feira (27). A saída foi antecipada por causa da votação do relatório da CPMI do INSS, que exigiu sua presença no Congresso Nacional. O relatório final da comissão foi rejeitado por 19 votos a 12.

Inicialmente, a previsão era de que Fávaro deixasse o ministério apenas na segunda-feira (30), para disputar uma vaga no Senado por Mato Grosso nas eleições deste ano. Ele havia se licenciado do mandato de senador no início do governo Lula para assumir a pasta, abrindo espaço para a suplente Margareth Buzetti (PP/MT).

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Com o avanço da CPMI, que poderia gerar desgaste político ao governo, Buzetti sinalizou voto favorável ao relatório do relator Alfredo Gaspar (PL/AL), que propôs o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.

Diante do risco de derrota, o governo mobilizou sua base e convocou ministros com mandato parlamentar para reforçar a votação. A tendência é que o Ministério da Agricultura seja assumido por André de Paula, atual ministro da Pesca, e há expectativa de uma cerimônia oficial de transmissão do cargo no Palácio do Planalto.

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