Política
Publicado em 24/08/2026, às 21h03 Divulgação Henrique Brinco
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) apresentou, nesta segunda-feira (24), uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Lula (PT) e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, por suposto uso da máquina pública durante o período eleitoral. O BNews teve acesso ao documento. A ação pede a concessão de uma liminar para impedir a utilização de recursos públicos em compromissos de campanha.
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Na petição, a defesa do presidenciável sustenta que Durigan passou a atuar de forma reiterada como porta-voz econômico da candidatura de Lula à reeleição, apresentando propostas do programa de governo e participando de encontros com representantes do mercado financeiro. Os advogados afirmam que essa atuação teria ocorrido paralelamente ao exercício do cargo, gerando uma possível sobreposição entre a agenda oficial e atividades político-partidárias.
Segundo a petição, o gestor teria sido escalado pelo cacique petista para apresentar as diretrizes econômicas de um eventual novo mandato e participado de reuniões com investidores em São Paulo. A defesa também menciona a participação do ministro na 27ª Conferência Anual do Santander, realizada em 17 de agosto, e em encontro com banqueiros e gestores.
Outro episódio apontado é uma entrevista concedida por Durigan à rádio CBN em 20 de agosto. Conforme a representação, o compromisso apareceu na agenda oficial como atividade do ministro da Fazenda, mas integrava uma série de entrevistas com representantes econômicos das candidaturas à Presidência. Durante a entrevista, ele teria apresentado propostas do programa de governo de Lula e feito críticas ao candidato da oposição.
A ação também destaca a participação já anunciada do ministro no GloboNews Debate, marcado para 1º de setembro. Segundo a petição, o programa reunirá coordenadores econômicos dos candidatos à Presidência para discutir propostas para o próximo governo, com o ministro identificado como representante da candidatura de Lula.
A defesa do filho de Jair Bolsonaro afirma que ainda não há, na petição, uma conclusão definitiva sobre o uso de recursos públicos. O objetivo é obter documentos que permitam esclarecer quem custeou viagens, deslocamentos, hospedagens, passagens, diárias, veículos, servidores, assessores e outros recursos empregados nos compromissos do gestor.
A defesa pede ainda que o TSE determine a preservação imediata dos registros relacionados aos compromissos e proíba a utilização de recursos públicos para viabilizar futuras atividades de Durigan como representante da candidatura petista.