Política
Publicado em 15/02/2026, às 10h00 - Atualizado às 13h56 Lara Curcino / Arquivo BNews Bruna Rocha
O pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pode enfrentar obstáculos para ampliar sua presença no Nordeste, principal reduto eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de olho na disputa de 2026.
Pesquisas recentes, entre elas o levantamento Genial/Quaest divulgado na semana passada, apontam que, na região, Flávio registra o pior desempenho em todos os cenários de primeiro turno testados. O senador oscila entre 24% e 26%, enquanto Lula aparece com índices que variam de 45% a 50%.
Diante do cenário, Flávio escalou o senador Rogério Marinho (PL-RN) para reforçar a articulação política no Nordeste. Ao assumir a função, Marinho fez defesa enfática da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro na região.
“O presidente Bolsonaro entregou cidadania ao Nordeste. Não foi esmola, foi dignidade. Casas, água e obras estruturantes para libertar o povo da dependência e devolver protagonismo a quem trabalha. O Nordeste não é problema, é solução, e finalmente foi tratado com respeito, como voltará a ser com Flávio Bolsonaro na Presidência da República!”, escreveu.
Na Bahia, outro nome ligado ao bolsonarismo pode ter papel estratégico: o ex-ministro da Cidadania João Roma (PL). Ele já sinalizou, em momentos anteriores, a possibilidade de disputar o governo estadual, mas atualmente trabalha para viabilizar uma candidatura ao Senado na chapa do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Nos bastidores, Roma é visto como ponte importante para tentar ampliar a penetração de Flávio no eleitorado baiano.
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