Política
Publicado em 05/08/2026, às 11h16 - Atualizado às 12h10 Flávio Bolsonaro - Reprodução Eduardo Costa
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), anunciou nesta quarta-feira (5) que a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL), será candidata ao Senado pelo Distrito Federal.
Existia a expectativa que Michelle ocupasse o cargo de vice, no entanto, não se concretizou. A vaga ficou com o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).
A pré-campanha de Michelle foi marcada por uma série de atritos públicos com Flávio e a cúpula do PL.
Tudo começou por conta de uma briga causada pela articulação do deputado federal e presidente do PL no Ceará, André Fernandes (PL), para que o partido apoie a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará em 2026, além de uma disputa entre candidatos do PL no estado por uma vaga no Senado.
Michelle considerou a articulação precipitada devido a Ciro aparecer publicamente falando mal da família Bolsonaro. A ex-primeira-dama apoiava a candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará. O parlamentar, no entanto, será vice na chapa de Romeu Zema (Novo) à Presidência da República.
Meses depois, Michelle veio a público dizer que Flávio ligou ela por conta da situação. A candidata ao Senado alegou ter sido humilhada pelo enteado.
"Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi", disse.
Em julho, Flávio publicou um vídeo nas redes sociais se desculpando com Michelle. Ele admitiu que houve momentos de desconforto e pediu desculpas públicas, negando que tivesse a intenção de desrespeitá-la.
Em outra publicação, a ex-primeira-dama aceitou o pedido.
Mesmo com a aproximação, Michelle não esteve presente na convenção que oficializou a candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto e nem no anúncio de Alfredo Gaspar como vice.
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