Política
Publicado em 15/07/2026, às 21h28 Agência Brasil/Divulgação Davi Lemos
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL/RJ), afirmou que não mantém mais qualquer relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em entrevista ao Flow Podcast nesta quarta-feira (15), o parlamentar comentou pela primeira vez o vídeo em que a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) faz críticas à sua campanha e disse que sequer assistiu ao conteúdo para "não se contaminar". Segundo ele, sua postura tem sido guiada pela lealdade ao pai.
"É uma questão de bom senso e de fidelidade à escolha do nosso líder, que é o presidente Jair Bolsonaro. Eu nunca pressionei pra entrar pra campanha ou pra não entrar, vem a hora que quer, vem se quiser também, porque assim, eu tô dando o meu melhor, eu sei qual caminho que eu tenho que seguir", afirmou.
Flávio disse não compreender as motivações de Michelle para atacá-lo e negou que o episódio tenha sido combinado ou faça parte de uma estratégia política. O senador afirmou que o embate só não foi levado adiante por respeito ao ex-presidente. "Ainda mais ela sendo a esposa do meu pai, que eu sempre respeitei, que se não fosse, certamente, eu acho que não teria chegado nesse ponto, a gente teria estancado antes (...) Obviamente que vai estar sempre as portas abertas para todo mundo, não apenas ela, todo mundo que queira se engajar na campanha de corpo e alma, porque é contra o inimigo do Brasil, que é o atual governo", declarou.
Na entrevista, o pré-candidato também falou sobre o filme Dark Horse e justificou que a produção foi realizada nos Estados Unidos por receio de sofrer interferências judiciais caso fosse feita no Brasil. "Sabe por que não foi feito aqui? Porque senão alguém do Supremo Tribunal Federal ia dar uma canetada, ia inviabilizar o filme. Ia perseguir os atores, ia perseguir a produtora", disse. Segundo ele, o ator Jim Caviezel quase desistiu de integrar o projeto em razão do cenário político brasileiro e da situação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Flávio ainda confirmou que participou da captação de recursos para o longa-metragem e voltou a defender sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo o senador, a aproximação ocorreu antes de o empresário se tornar alvo das investigações sobre o escândalo financeiro. "Foi um contrato privado, para um filme privado. Sem nenhuma contrapartida pública", afirmou, acrescentando que apenas com o avanço das apurações teria tomado conhecimento das supostas irregularidades envolvendo o banqueiro.
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