Política
Publicado em 03/07/2026, às 16h59 Jefferson Rudy / Agência Senado Héber Araújo
O pré-candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), tem sido aconselhado por aliados para escolher uma mulher evangélica para assumir a posição de vice em sua chapa. O objetivo seria neutralizar a influência da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, sob o eleitorado da direita.
A relação conturbada entre Flávio e a madrasta foi revelada por ela, em publicação nas redes sociais, o que tem causado uma rixa na base bolsonarista, além de afetar diretamente a campanha eleitoral do presidenciável. Segundo pesquisas de intenção de voto, o vídeo dela não teve grande efeito no eleitorado da direita, mas afastou os eleitores moderados, formados majoritariamente por mulheres.
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Os aliados do senador apontam ainda que há um receio de que as críticas da ex-primeira-dama não se resumem a um vídeo, e seria aconselhável a criar uma “vacina eleitoral”. Com esse pensamento, uma mulher evangélica, assim como Michelle, poderia ocupar um lugar importante no palanque de Flávio.
Dirigentes do PL apontam que o ideal seria uma mulher filiada ao Republicanos, o que traria o partido para a chapa, visto que o partido tem defendido ficar neutro na disputa presidencial de outubro. A decisão do partido leva em consideração o fato de que possuem relações importantes com ambos os lados.