Política

Flávio Bolsonaro, Romário e Angelo Coronel lideram a lista de senadores com mais faltas em votações nominais no Senado neste ano

Votações nominais são aquelas em que cada senador precisa registrar oficialmente seu voto  |  wikipedia

Publicado em 28/06/2026, às 10h01   wikipedia   Rebeca Santos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não registrou voto em 43% das votações nominais do Senado neste ano, segundo levantamento da Folha de S.Paulo. Entre os 49 temas analisados até 22 de junho, ele é o quinto senador que mais deixou de votar, empatado com outros quatro parlamentares.

Votações nominais são aquelas em que cada senador precisa registrar oficialmente seu voto. O levantamento não inclui as votações simbólicas, nas quais não é possível verificar se o senador estava presente ou como votou.

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Foram consideradas apenas as ausências sem justificativa oficial (como saúde, missões, licença-paternidade ou compromissos políticos). A média de falta de registro de voto entre os 81 senadores é de 20%. Houve votações nominais em 14 sessões entre 24 de fevereiro e 16 de junho.

Exemplos de faltas de Flávio:


Ele estava presente, mas não votou a PEC que cria a Política Nacional de Apoio ao Transporte Rodoviário Profissional.
Também não votou o projeto que adequou o Orçamento à nova licença-paternidade.
Deixou de votar o projeto que permite usar dinheiro do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para capacitar servidores do sistema prisional.
Faltou à sessão que aprovou indicações de embaixadores e do novo presidente da CVM, Otto Lobo.
Também não compareceu à votação que isentou entidades filantrópicas de pagar Imposto de Renda e outros tributos federais.

Ranking dos que mais faltaram


1. Romário (PL-RJ): não registrou voto em 20 das 38 votações (estava como titular). Seu suplente assumiu parte do mandato. Romário está na América do Norte comentando a Copa do Mundo pela CazéTV.

2. Wilder Moraes (PL-GO): 24 ausências (49%).

Empatados em 3º lugar (47%):
- Angelo Coronel (Republicanos-BA)
- Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)

Empatados em 5º lugar (43%):
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
- Cleitinho (Republicanos-MG)
- Eduardo Gomes (PL-TO)
- Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO)
- Wellington Fagundes (PL-MT)

10º: Renan Calheiros (MDB-AL): 20 ausências (41%).

SENADO
O GLOBO

A justificativa dos senadores ao O Globo

O gabinete de Romário afirmou, diferentemente do que mostram os dados, que ele levou falta em apenas duas sessões. "Em uma ele registrou e não votou, pois voltou pro estado (15/04), e em outra ele estava fora do país (20/05)", disse em nota.

A equipe de Dorinha Seabra afirmou que "as votações mencionadas ocorreram em dias nos quais a senadora cumpria agenda institucional previamente agendada, tanto em Brasília quanto no Tocantins".

"A atuação parlamentar vai muito além das votações em plenário. O mandato também é exercido por meio da articulação de políticas públicas, atendimento aos municípios, reuniões institucionais, atividades que a senadora desempenha diariamente", diz a nota.

Já Angelo Coronel disse que não registrou faltas e que as ausências foram "formalmente comunicadas e justificadas à Secretaria-Geral da Mesa, geralmente em dias em que esteve atendendo autoridades municipais em Salvador".

A equipe do parlamentar baiano afirmou que ele votou todas as PECs e projetos de lei, se ausentando somente em indicações de autoridades. "Essas votações, portanto, não se referiam a projetos de leis, medidas provisórias ou vetos, por exemplo", respondeu em nota.

Wellington Fagundes afirmou, por meio de sua assessoria, que "mantém uma atuação parlamentar intensa, com apresentação e relatoria de projetos, participação em comissões, audiências públicas e agendas institucionais". Ele destacou que, como presidente da Frenlogi (Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura) e líder do bloco formado por PL e Novo, tem "funções que frequentemente envolvem compromissos institucionais em Brasília e fora da capital federal".

Já o gabinete de Cleitinho afirma que o senador estava presente nos 177 projetos votados até maio, contando as votações simbólicas, destacando que estava no Senado mesmo quando deixou de votar.

Classificação Indicativa: Livre


Tagsangelo coronelflávio bolsonaroEduardo GomesCleitinho

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