Política
Publicado em 13/12/2025, às 07h43 - Atualizado às 07h45 Wilson Dias /Agência Brasil Carolina Papa
O senador Flávio Bolsonaro (PL) classificou a suspensão das sanções dos Estados Unidos (EUA) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, como um “aceno” do presidente Donald Trump em favor da anistia no Brasil.
Na sexta-feira (12), através de um vídeo, Flávio Bolsonaro pontuou a votação do PL da Dosimetria como um dos fatores que auxiliaram na flexibilização da postura do governo norte-americano sobre magistrado.
“É muito simples a leitura que eu faço a retirada da magnitsky sobre o Alexandre de Moraes. Foi o governo Trump fazendo um gesto gigantesco pela anistia no Brasil. Ele fala de um passo inicial que está sendo dado. Vale lembrar que o PL da Dosimetria, que não é anistia, será votado no Senado na terça-feira e é a oportunidade que nós temos de melhorar esse projeto e aprovar uma anistia”, pontuou.
“Fiquei muito feliz com essa notícia. Esperamos que não exista vaidade, esperamos que exista responsabilidade para que possamos resolver nossos problemas aqui no brasil para que a gente possa retomar a normalidade democrática no nosso país”, acrescentou.
A avaliação feita pelo senador é que, caso o projeto que concede anistia aos envolvidos no 8 de janeiro de 2023 avance no Congresso, há a possibilidade da retirada total das taxas impostas pelos EUA ao Brasil.
Derrota?
O entendimento de integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a suspensão da Magnitsky contra Alexandre de Moraes segue na contramão do que vem sendo pregado pelo clã-Bolsonaro.
Aliados do presidente Lula classificam a decisão como uma “derrota” para a família Bolsonaro.
“A retirada das sanções dos EUA contra o ministro Alexandre de Moraes é uma grande vitória do Brasil e do presidente Lula. Foi Lula quem colocou esta revogação na mesa de Donald Trump, num diálogo altivo e soberano. É uma grande derrota da família de Jair Bolsonaro, traidores que conspiraram contra o Brasil e contra a Justiça”, disse a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT).
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