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Política

Flávio Bolsonaro teria participado de churrasco em lancha com prostitutas e empresários na pandemia, diz revista

Revista piauí relata que festa em Brasília reuniu lobistas e três prostitutas em 2020, enquanto empresários tentavam negociar a venda de vacinas ao governo Bolsonaro  |  Vittor Sales / Campanha Flávio Bolsonaro / Divulgação

Publicado em 22/10/2026, às 06h03 - Atualizado às 06h04   Vittor Sales / Campanha Flávio Bolsonaro / Divulgação   Redação Bnews

O senador Flávio Bolsonaro (Partido Liberal), candidato à Presidência da República, teria participado de uma festa em uma lancha no lago Paranoá, em Brasília, em julho de 2020, durante a pandemia de Covid-19. Segundo reportagem da revista Piauí, o evento foi organizado por empresários interessados em estreitar relações com o governo de Jair Bolsonaro e viabilizar um contrato para fornecer vacinas contra a doença. O parlamentar não comentou o caso.

Empresários teriam organizado festa para senador

De acordo com a reportagem, os empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, ligados à Precisa Medicamentos, organizaram um churrasco a bordo de uma lancha com a ajuda do agente de viagens Raphael Barão. O evento teria contado com a presença de três prostitutas trazidas de São Paulo.

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Os empresários buscavam se aproximar do governo federal para negociar o fornecimento da vacina indiana Covaxin, produzida pela Bharat Biotech, empresa que eles diziam representar.

Flávio teria comparecido à festa acompanhado de Alexandre Santini, que, na época, era seu amigo e sócio em uma loja de chocolates. O estabelecimento foi relacionado a suspeitas de lavagem de dinheiro no caso das chamadas “rachadinhas”, pelo qual o senador foi investigado.

A revista relata que a festa começou às 10h30 e terminou às 15h. Durante o evento, Flávio teria descido à cabine da embarcação com uma das mulheres. Ao final, Trento teria presenteado o senador com um relógio de luxo da marca Rolex.

Festa ocorreu durante a pandemia

Em julho de 2020, o Brasil enfrentava um período de alta de mortes por Covid-19. Prefeituras e governos estaduais haviam adotado restrições à circulação de pessoas e fechado estabelecimentos para tentar conter a disseminação do coronavírus. As primeiras vacinas contra a doença só chegariam ao país no ano seguinte.

Segundo a publicação, a festa também ocorreu no período em que os empresários buscavam viabilizar a venda da Covaxin ao governo federal.

Trento, Maximiano e Barão foram investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado, sob suspeita de lavagem de dinheiro, acusações que eles negam. Durante os trabalhos da comissão, Flávio defendeu a Precisa Medicamentos e elogiou a diretora da empresa, Emanuela Medrades.

A negociação envolvendo a Covaxin provocou desgaste para o governo Jair Bolsonaro. Luis Ricardo Miranda, então chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, relatou ao Ministério Público ter sofrido pressão incomum para assinar o contrato de compra da vacina. A aquisição acabou suspensa.

Flávio teria intermediado reunião com presidente do BNDES

Ainda segundo a piauí, três meses depois da festa, Flávio ajudou a viabilizar uma reunião entre Francisco Maximiano e Gustavo Montezano, então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo seria discutir financiamento para um novo empreendimento do empresário no setor de telecomunicações.

Na época, após a divulgação de informações sobre a relação entre os dois, pela revista Veja, Flávio afirmou que não mantinha relações comerciais ou financeiras com Maximiano.

Procurados, Trento e Maximiano também não se manifestaram. Flávio Bolsonaro não comentou o conteúdo da reportagem.

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