Política

General Braga Netto é o único denunciado preso do grupo de Bolsonaro; veja motivo

Ex-ministro de Bolsonaro é indiciado por financiar a suposta tentativa de golpe de estado  |  Isac Nobrega/ Agência Brasil

Publicado em 25/03/2025, às 09h30   Isac Nobrega/ Agência Brasil   Bruna Rocha

Acontece nesta terça-feira (25) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento da denúncia emitida pelo Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre os sete aliados réus suspeitos de tramar um golpe de estado no Brasil. Do núcleo indiciado, apenas o general Braga Netto encontra-se preso. 

Em dezembro do ano passado, o ex- ministro da Defesa do governo Bolsonaro foi preso por tentar interferir nas investigações da suposta tentativa de golpe. A prisão aconteceu na casa de Braga Netto, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. O general encontra-se sob custódia do Exército, no Comando da 1ª Divisão de Exército do estado do Rio. 

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A defesa de Braga Netto realizou um pedido de liberdade, contudo, no último dia 14 de março, a Primeira Turma do STF, por unânime, decidiu manter o ex-ministro preso. A Primeira Turma é composta por Cristiano Zanin (Presidente), Carmen Lúcia, Flávio Dino, Luiz Fux e Alexandre de Moraes. Hoje, os cinco ministros analisarão se o STF aceita ou não a denúncia contra o ex-presidente Bolsonaro. 

Segundo aPolícia Federal (PF), Braga Netto tinha ciência sobre as ações ilícitas que cometia. O general tem sido responsabilizado por financiar atividades da trama golpista, além de disso, ele também enviou dinheiro aos executores numa sacola de vinho. 

Em delação premiada à PF, o ex-tenente-coronel Mauro Cid, ex- ajudante de ordens de Bolsonaro, citou a contribuição de Braga Netto na trama e confirmou ter recebido dinheiro do ex-ministro no Palácio da Alvorada. 

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