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Política

Gilmar Mendes critica atuação da presidência do TSE nas eleições

Decano do STF atribui sucesso do pleito ao colegiado da Corte Eleitoral  |  Felipe Sampaio / STF

Publicado em 03/11/2026, às 08h58   Felipe Sampaio / STF   Anderson Ramos

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, criticou a atuação da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)nas eleições de 2026, especialmente durante o segundo turno entre o vencedor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

“De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe”, disse o magistrado em um post no X sem citar o nome do ministro Kássio Nunes Marques, que comandou a Corte Eleitoral durante o pleito.

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Gilmar destacou que a estabilidade institucional não deveria precisar ser resgatada ou reconstruída a cada pleito. Para o magistrado, a condução do órgão encarregado de organizar as eleições exige de seus dirigentes uma atitude firme e transparente, alinhada aos princípios fundamentais que regem a Justiça Eleitoral brasileira.

Ele também advertiu sobre “silêncios e hesitações” que podem levar à falsa sensação de neutralidade. “Na condução de órgãos de elevada importância, um aspecto precisa ficar claro: silêncios e hesitações não são neutros. Podem abrir espaço para decisões contraditórias, levar outras instâncias a suprir, pelas vias próprias, o que poderia ter sido resolvido desde a origem e servir de pretexto a quem insiste em atacar um sistema eleitoral íntegro e confiável”, ressaltou.

As eleições de 2026 evidenciaram a correção da antiga lição de que as instituições de Estado são maiores do que os membros que as ocupam. Foi o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras do jogo democrático. A institucionalidade, entretanto, não deveria precisar ser resgatada a cada eleição. De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe. Na condução de órgãos de elevada importância, um aspecto precisa ficar claro: silêncios e hesitações não são neutros. Podem abrir espaço para decisões contraditórias, levar outras instâncias a suprir, pelas vias próprias, o que poderia ter sido resolvido desde a origem e servir de pretexto a quem insiste em atacar um sistema eleitoral íntegro e confiável. Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel. A solidez do processo eleitoral, contudo, não pode depender apenas da força do colegiado.

— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) November 3, 2026

Importância do colegiado

Para Gilmar Mendes, o colegiado do TSE foi o responsável por garantir o sucesso das eleições deste ano. “Foi o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras do jogo democrático”, escreveu em outro trecho da postagem.

“Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel. A solidez do processo eleitoral, contudo, não pode depender apenas da força do colegiado”, concluiu.

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