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Política

Governador eleito no Rio é alvo de investigação e tem pai suspeito de ser líder de milícia

Douglas Ruas foi declarado vencedor da eleição neste sábado (10)  |  Divulgação

Publicado em 10/10/2026, às 16h50   Divulgação   Redação

Douglas Ruas (PL) foi declarado governador eleito do Rio de Janeiro ainda em primeiro turno neste sábado (10), após o Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-RJ) anular os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), que havia recebido 275 mil votos.

Ruas concorria a governador do Rio com o ex-prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PSD), após o TSE determinar o segundo turno entre os dois.

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Assim como outros governadores eleitos pelo estado, Ruas tem um histórico suspeito. Ele é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suspeita de organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato.

O MP apura o crescimento patrimonial de empresas ligadas a ele. Reportagem da Folha de S.Paulo revelou transações imobiliárias e de precatórios nos últimos anos e que as empresas teriam adquirido mais de R$ 15 milhões em bens.

A Saur Construção, Terraplanagem e Locação Ltda, uma das empresas de Ruas, teria comprado um galpão de R$ 5 milhões e um imóvel de R$ 2,4 milhões em Duque de Caxias, em 2024.

"As transações começaram em 2023, quando Ruas havia sido eleito com a segunda maior votação do estado [como deputado estadual. Elas se intensificaram após setembro do mesmo ano, quando assumiu a Secretaria de Cidades na gestão de Cláudio Castro (PL)", diz a reportagem.

A investigação aponta que o crescimento das empresas ocorreu no mesmo período da ascensão política de Ruas e de seu pai. Nelson Ruas dos Santos, conhecido como capitão Nelson, é prefeito de São Gonçalo (RJ). Em 2008, no relatório final da CPI das Milícias da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) ele foi citado como um dos líderes da milícia na região. Ele nega as acusações.

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