Política

Governadora determina auditoria em folhas de pagamento

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), determinou a contratação de empresa especializada para auditar folhas de pagamento do GDF  |  Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Publicado em 23/06/2026, às 20h22   Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo   Davi Lemos

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), determinou à Secretaria de Economia a contratação de uma empresa especializada para auditar as folhas de pagamento do GDF. A iniciativa busca verificar denúncias sobre possíveis descontos irregulares aplicados aos vencimentos de servidores, aposentados e pensionistas.

Ao anunciar a medida nas redes sociais nesta terça-feira (23), Celina afirmou que a intenção é recuperar valores eventualmente descontados de forma indevida. "O objetivo é ir atrás dos recursos retirados dos servidores e pensionistas do GDF. Determinei, ainda, que a PGDF busque meios legais para garantir o ressarcimento dos recursos dos servidores públicos. O salário, as aposentadorias e as pensões dos servidores do GDF são sagrados", declarou.

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A governadora informou ainda que será instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), conduzido pela Secretaria de Economia, para apurar responsabilidades. A decisão ocorre após a deflagração da Operação Juros Zero pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que investiga suspeitas de fraudes envolvendo consignações na folha de pagamento do funcionalismo distrital.

Entre os investigados estão o Banco de Brasília (BRB), sua subsidiária BRB Serviços, a Secretaria de Economia, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF), o PicPay e entidades associadas ao caso. A investigação teve origem em indícios apontados pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).

Segundo a Corte de Contas, o PicPay teria realizado descontos vinculados à antecipação salarial de forma irregular, modalidade criada após acordo firmado com o GDF em 2024. O tribunal identificou um forte aumento nesses abatimentos, que passaram de R$ 11,7 milhões em 2024 para R$ 70 milhões entre janeiro e agosto de 2025, levando à suspensão de novos descontos automáticos relacionados ao banco digital.

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