Política

Governo Bolsonaro escondeu projeções de casos e mortes na pandemia

A Abin e o GSI realizaram mais de mil relatórios apontando para o risco do vírus. Todos foram ignorados pelo ex-presidente  |  Divulgação

Publicado em 28/07/2023, às 10h37   Divulgação   Daniel Serrano

Integrantes da inteligência do governo de Jair Bolsonaro (PL) realizaram mais de mil relatórios sobre a pandemia do coronavírus e, mesmo apontando para um aumento no número de casos e mortes no Brasil, os documentos foram ignorados e mantidos em sigilo pelo ex-presidente. É o que diz uma reportagem do jornal Folha de São Paulo.

De acordo com a publicação, os relatórios foram feitos pelo menos entre março de 2020 e julho de 2021 e passaram pela supervisão da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que carimbaram os papéis.

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Além de ignorar as recomendações do Ministério da Saúde, Bolsonaro também desprezou as projeções feitas pelos relatórios, produzidos por agentes de inteligência e dentro do próprio Palácio do Planalto.

Ainda segundo a reportagem, agentes da Abin e do GSI sugerem o distanciamento social e a vacinação para controlar a doença e desaconselharam o uso da cloroquina. O grupo ainda alertava para um possível colapso na rede de saúde e funerária no Brasil.

Os documentos apontam ainda para a falta de transparência do governo Bolsonaro na divulgação de dados e a lentidão do Ministério da Saúde para definir uma estratégia de combate à doença.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, do início da pandemia até a última quarta-feira (26), foram registrados no país 37.717.062 casos de covid e 704.659 mortes pela doença. 

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