Política

Governo da Bahia articula ações com FIEB, Apex e embaixadas para enfrentar tarifaço dos EUA

O presidente da Bahiainveste alerta sobre os impactos do tarifaço dos EUA nos pequenos e médios agricultores da região  |  Fotos: Carlos Alberto

Publicado em 31/07/2025, às 22h20 - Atualizado às 23h20   Fotos: Carlos Alberto   Redação Bnews

O presidente da Bahiainveste, Paulo Guimarães, afirmou nesta quinta-feira (31), durante entrevista ao programa De Cara com o Líder, que o Governo da Bahia está atuando com firmeza para reduzir os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo ele, o governador Jerônimo Rodrigues tem liderado articulações com o setor produtivo e instituições nacionais e internacionais.

“Montamos um grupo de trabalho com a FIEB e estamos dialogando com a Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos] e embaixadas de países que já importam do Brasil para ampliar o volume dessas compras. O Governo da Bahia também estuda formas de dar suporte aos produtores que estão no centro dessa crise”, afirmou Guimarães ao dialogar com o vice-governador, que comanda o programa da rádio Baiana FM (89.3).

Ele chamou atenção para o prazo dado pelos EUA — as tarifas só começam a valer em 6 de agosto — como uma possível janela para negociação. “Há pressões internas, inclusive nos próprios Estados Unidos, de empresas que vão ter seus custos aumentados. É um momento de diplomacia econômica intensa”, disse.

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Paulo destacou que o impacto se concentra especialmente em regiões como o Vale do São Francisco, que dependem fortemente da exportação de frutas como a manga. “Esses produtores são, em grande parte, pequenos e médios agricultores. Mas o setor industrial da Bahia também será afetado, como o de produtos químicos, que continua na lista de tarifação”.

Ele ainda alertou que a realocação desses produtos ao mercado interno pode gerar efeitos colaterais. “Alguns produtos, como carne e manga, ao não serem exportados, podem ter uma queda de preço local, o que tem dois lados: pode beneficiar o consumidor, mas também impacta o produtor. E novos mercados nem sempre são facilmente acessíveis, por questões comerciais ou geopolíticas”.

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