Política

Governo da Bahia pode reconhecer legitimidade de casamentos em religiões de matriz africana; entenda

Proposta se baseia no fortalecimento da igualdade religiosa e do enfrentamento ao racismo religioso  |  Reprodução

Publicado em 24/02/2026, às 16h46 - Atualizado às 17h05   Reprodução   Carolina Papa

Tramita na Câmara Municipal de Salvador (CMS) um Projeto de Indicação nº 29/2026 para garantir, para fins de registro civil, a legitimidade das cerimônias de casamento religioso celebradas nos ritos das religiões de matriz africana.

A proposta, apresentada pelo vereador João Cláudio Bacelar (Podemos), indica ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) que encaminhe o projeto à Assembleia Legislativa da Bahia, respeitando a competência estadual para legislar sobre o registro civil, com o objetivo de assegurar o reconhecimento legal dos casamentos celebrados nos ritos das religiões de matriz africana no estado.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

A iniciativa tem como base a relevância histórica, cultural e social das tradições afro-brasileiras, além da necessidade de fortalecimento da igualdade religiosa e do enfrentamento ao racismo religioso.

 “A Bahia tem sua história e identidade profundamente ligadas às religiões de matriz africana. Reconhecer a legitimidade dos casamentos realizados nesses ritos é um passo fundamental no combate ao racismo religioso e na garantia do pleno exercício da liberdade religiosa, com respeito e igualdade”, destacou o edil. 

O projeto destaca ainda que a Constituição Federal assegura a liberdade de consciência e de crença, bem como o dever do Estado de proteger as manifestações culturais afro-brasileiras, representando um avanço institucional importante, ao contribuir para a garantia de respeito, dignidade e igualdade de direitos às comunidades de terreiro e aos praticantes das religiões de matriz africana.

Classificação Indicativa: Livre


TagsBahiaCâmara Municipalptcasamentoassembleia legislativaliberdade religiosaindicaçãoculturaRegistro Civilreligiosomatriz africanapodemosJerônimo Rodriguesracismo religiosoJoão Cláudio BacelarAfro-brasileirasIgualdade religiosa

Leia também


Jornalista revela que sofreu injúria racial e racismo religioso em grande shopping de Salvador; assista


Baiana é alvo de racismo religioso e coagida a retirar turbante em aeroporto; veja vídeo