Política

Governo dos Estados Unidos justifica sanções contra Moraes e volta a atacar o ministro: “Juiz ativista”

Após sanções, EUA chamam Moraes de 'juiz ativista' e criticam suas ações judiciais que afetam cidadãos americanos  |  Reprodução / STF

Publicado em 31/07/2025, às 18h25   Reprodução / STF   Cauan Borges

Após as sanções através da Lei Magnitsky, o governo dos Estados Unidos voltou a atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira (31), ao chamar o juiz brasileiro de “juiz ativista”.

“Moraes é um juiz ativista, que abusou de sua autoridade, se engajando em esforço politicamente motivado, projetado para silenciar os críticos políticos, através da emissão de ordens secretas para plataformas online, incluindo empresas de mídia social dos EUA”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tommy Pigott, em entrevista coletiva.

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O ministro brasileiro foi o primeiro a ser citado pelo diplomata americano na coletiva de imprensa. Após anunciar as sanções contra o magistrado do STF, os Estados Unidos acusaram Moraes de “violações de direitos humanos”, além de impactar negativamente as instituições e cidadãos estadunidenses com suas determinações judiciais.

Assista:

🚨WATCH: State Department spokesperson Tommy Pigott explains why the U.S. sanctioned Brazilian judge Alexandre de Moraes.

"De Moraes is an activist judge that abused his authority." pic.twitter.com/RocWa7iMbR

— Off The Press (@OffThePress1) July 31, 2025

Entenda as sanções contra Moraes

O governo dos Estados Unidos aplicou, na última quarta-feira (30), a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. A legislação é usada para impor sanções econômicas a acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, divulgou um comunicado justificando a aplicação da lei. Segundo o documento, Moraes "assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”.

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