Política
Publicado em 02/09/2026, às 20h24 - Atualizado às 20h33 Jonas Pereira/Agência Senado Henrique Brinco
A falta de votos fez o governo Lula (PT) tirar da pauta desta semana a PEC que muda a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1. A proposta avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (2), mas não deve seguir, por enquanto, para o plenário.
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O governo chegou à conclusão de que uma votação neste momento poderia terminar mal. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que a contagem feita pelos aliados não trouxe a segurança necessária para enfrentar a disputa no Senado.
A dificuldade está no quórum exigido para aprovar uma mudança na Constituição. A PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis dos 81 senadores em dois turnos. Sem essa garantia, a orientação foi evitar uma votação que pudesse resultar em derrota.
A nova aposta é outubro. A discussão poderá ser retomada no período entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Para que isso aconteça, entretanto, será preciso negociar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a convocação de uma sessão extraordinária.
O adiamento ocorreu no mesmo dia em que a CCJ deu aval ao relatório de Omar Aziz (PSD-AM). O senador manteve o conteúdo aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados.
A mudança prevê que a jornada máxima passe das atuais 44 horas para 40 horas semanais. O salário dos trabalhadores não seria reduzido. A proposta também fixa dois dias de descanso por semana.
Com a decisão, o governo ganha tempo para tentar ampliar o apoio à PEC antes de colocá-la novamente em disputa no plenário.