Política
Publicado em 13/06/2025, às 07h50 Agência Brasil Rebeca Santos
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconhecem, em conversas reservadas, as dificuldades de aprovação no Congresso Nacional da Medida Provisória (MP) arrecadatória que substitui o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Segundo informações do Metrópoles, integrantes do PT avaliam que, no máximo, parte do texto enviado pelo Planalto será mantido e já preparam uma estratégia de comunicação focada no embate "ricos contra pobres" – com o objetivo de assegurar, ao menos, uma vitória na opinião pública.
A estratégia inclui uma mobilização digital para destacar que o pacote tem impacto maior sobre os mais ricos, enquanto a rejeição da MP poderia levar a cortes orçamentários que afetariam os mais vulneráveis.
Entre os alvos da campanha estão:
O Planalto também pretende contrastar a proposta de tributar grandes fortunas com a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.
O pronunciamento de Lula na última quinta-feira (12), durante agenda em Minas Gerais, deu indícios do tom que será adotado na campanha.
Mesmo que a MP seja barrada, o PT busca consolidar uma narrativa de que o Centrão e a direita defendem interesses elitistas, enquanto o governo estaria ao lado da população de baixa renda.
“Para quem ganha até 5 mil reais não pagar, quem ganha acima de 1 milhão de reais por ano tem que pagar alguma coisa. (…) Tem empresário, banqueiro, dizendo que o governo gasta demais. Vocês sabem quanto que nós gastamos com os ricos? Quantos bilhões de reais a gente dá de isenção para os ricos desse país que não pagam”, afirmou o presidente.
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