Política

Governo Lula traça estratégia para anular urgência do PL da Anistia na Câmara

Membros do governo Lula buscam brechas no regimento da Câmara para que Hugo Motta possa negar urgência do projeto.  |  Marcelo Camargo / Agência Brasil

Publicado em 16/04/2025, às 09h10 - Atualizado às 09h10   Marcelo Camargo / Agência Brasil   Cadastrado por Daniel Serrano

Após a oficialização do requerimento de urgência para a votação da anistia para os envolvidos nos atos golpistas do 8 de janeiro, o governo Lula traçou uma estratégia para impedir que o texto avance na Câmara dos Deputados. A informação é da coluna de Malu Gaspar, no Globo. 

De acordo com a publicação, o objetivo é aproveitar brechas no regimento da Câmara dos Deputados que dêem margem ao presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), para negar o pedido.

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A expectativa é de que assessores de Gleisi Hoffmann na Secretaria de Relações Institucionais tentem convencer os deputados que assinaram o pedido de urgência a subscrever um novo documento para a retirada do requerimento.

Segundo o regimento da Câmara, para retirar de pauta um projeto em regime de urgência, mais da metade das assinaturas endossaram essa tramitação rápida. Com isso, dos 262  parlamentares que assinaram o pedido protocolado pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), o governo teria que 132 deputados retirassem suas assinaturas para retirar o requerimento de urgência.

Membros do governo Lula tentam encontrar brechas no regimento que permitam a Hugo Motta tomar a decisão unilateral de retirar a urgência do texto. O entendimento é de que mesmo que sejam 20 ou 30 assinaturas seria o suficiente para alegar que o pedido de urgência não tem mais legitimidade.

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