Política
Publicado em 13/12/2024, às 06h50 Gute Garbelotto/CMSP Redação Bnews
Uma nova regra da Câmara Municipal de São Paulo delegou ao presidente Milton Leite (União) a responsabilidade de definir a ocupação dos gabinetes dos 55 vereadores, gerando disputas internas e críticas.
Segundo reportagem do Uol, a medida foi adotada após relatos de que parlamentares que deixavam a Casa estariam "vendendo" gabinetes aos sucessores para ressarcir gastos com móveis e reformas. Com isso, a norma busca organizar o processo e evitar abusos, mas acabou criando insatisfação entre veteranos e estreantes.
A publicação relata que os gabinetes mais disputados são aqueles com banheiro privativo e acesso ao elevador exclusivo, considerados itens de luxo devido a reclamações sobre os banheiros comuns e os problemas dos elevadores “inteligentes”. Segundo a presidência, as vereadoras têm prioridade, seguidas por pessoas com dificuldades de locomoção, idosos, reeleitos e, por fim, os novatos. Apesar disso, a falta de critérios detalhados gera incertezas entre os parlamentares.
Segundo o site, estreantes como Silvão Leite (União) já garantiram espaços estratégicos, enquanto outros aguardam definição, como Marina Bragante (Rede), que solicitou um gabinete e segue no aguardo. Alguns vereadores reclamam de terem sido preteridos sem explicação, enquanto lideranças destacam a importância de gabinetes próximos ao plenário, no primeiro andar, para facilitar o trabalho legislativo.
Com as posses marcadas para 1º de janeiro de 2025, a disputa reflete o prestígio associado aos espaços. Para alguns, como Adrilles Jorge (União), o gabinete é apenas uma questão prática, para outros, o processo é visto como uma oportunidade de reforçar posições dentro da Casa.