Política
Publicado em 25/02/2025, às 18h56 BNews/Luana Neiva Luana Neiva E Carolina Papa
O presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, classificou como “tiro no pé” a cláusula do bloco de afoxé Filhos de Gandhy que proibia o aceite de homens transexuais. De acordo com o produtor, defende que o bloco não agiu de forma preconceituosa, mas que a medida teria sido motivada por “falta de informação”.
“Acho que deram um tiro no pé proibindo que pessoas trans participarem do bloco. Para mim foi uma desinformação. Eu tenho certeza. Eu não acho que foi intencional. Eles já reagiram, já voltaram atrás, então pra mim é um assunto encerrado”, disse Guerreiro, nesta terça-feira (25), durante a entrega da requalificação do Elevador Lacerda.
“O que eu queria pedir é que todos os blocos tenham atenção. Porque isso hoje é uma coisa que é muito importante. Eu não diria que isso foi preconceito. Para mim foi falta de informação”, acrescentou.
O bloco Filhos de Gandhy esteve em meio a uma polêmica nesta semana após ser revelado uma cláusula que impedia que homens trans participassem do desfile do tapete branco na avenida. Diante da repercussão negativa, o bloco voltou atrás da decisão, argumentando o “recolhimento do termo de aceite”.
“Reconhecemos que a sociedade está em constante transformação e que debates sobre inclusão são fundamentais. Estamos sempre dispostos ao diálogo respeitoso e à reflexão sobre como manter nossas tradições vivas, e ao mesmo tempo em que acolhemos as discussões da sociedade”, informou o bloco em nota.
“Recolhemos o termo de aceite onde consta a palavra masculino cisgenero, passando constar apenas do sexo masculino, quando a alteração no estaturo posteriormente convocamos uma assembleia geral para discutir o assunto”, finalizou.
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