Política

Haddad diz que aplicação do tarifaço não significa o fim, mas o começo de uma conversa

Nova tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor dia 1º  |  Divulgação / Ministério da Fazenda

Publicado em 30/07/2025, às 17h20   Divulgação / Ministério da Fazenda   Redação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (30) que as negociações com os Estados Unidos continuam mesmo com o início do tarifaço em 1º de agosto. Segundo o ministro, as conversas estão evoluindo.

"O vice-presidente Alckmin tem mantido relações na comunicação com a sua contraparte. As conversas estão evoluindo. E na minha opinião vão continuar evoluindo. Independentemente da decisão que for tomada dia 1o, ela não vai significar o fim, o término. É o começo de uma conversa."

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Fernando Haddad criticou a atuação de brasileiros para atrapalhar as negociações. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, admitiu que trabalha para dificultar o diálogo entre o Brasil e o governo de Donald Trump

O pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é réu na ação da trama golpista. Esse é  um dos motivos, segundo Trump, para a imposição do tarifaço. Haddad espera diminuir a tensão entre os dois países:

"Se depender do Brasil, essa tensão desparece porque ela é artificial e produzida por pessoas do próprio país. Não faz sentido brasileiros alimentarem essa tensão."

Fernando Haddad admitiu a possibilidade de uma viagem com o vice-presidente Geraldo Alckmin para conversar com autoridades americanas, como o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.  Mas isso dependerá de uma agenda estruturada. 

O presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira em um rede social que o prazo de 1º de agosto está mantido e não será prorrogado.

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