Política
Publicado em 13/05/2025, às 17h26 Devid Santana / BNEWS Carolina Papa
O vereador Hamilton Assis (PSOL) disse não ser coincidência não ter havido sessão na Câmara Municipal de Salvador (CMS) no dia em que os professores da rede municipal em greve tentariam ser ouvidos tanto pelo prefeito Bruno Reis quanto pelos edis. "Olha, a gente está achando isso muita coincidência. Principalmente que a gente está vivendo um momento tão tenso na cidade, uma greve que mexe com a vida, principalmente das mães trabalhadoras dessa cidade, que têm como única alternativa para alguém cuidar dos seus filhos a escola pública, através das creches", disse o vereador, em conversa com o BNEWS nesta terça-feira (13).
Ele criticou a Câmara por não ter realizado a sessão prevista e classificou isto como uma "insensibilidade" da Casa. "A Câmara não ter essa sensibilidade de perceber isso, eu acho demais, mas ainda tem tempo. O presidente da Casa [Carlos Muniz] resolveu acolher hoje e receber a comissão, porque ele estava tendo informação apenas da prefeitura, o prefeito estava informando a ele que estava tudo certo", comentou o vereador do PSOL.
Assis ponderou que os 6,27% de reajuste oferecidos pelo Executivo não compensa a perda salarial de 58% acumulada, segundo cálculo da APLB, desde 2013. "É como se eu tivesse ganhando mil reais em 2013 e hoje aqui agora esse ano de 2025 eu estivesse ganhando R$ 480,00. Você entendeu o que é isso? Olha, você perdeu aí nessa parada, R$ 600,00, considerando esse parâmetro que eu estabeleci de mil reais. Então não é pouco dinheiro, é muito dinheiro", comentou o vereador.
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