Política

Histórico: Eleição presidencial de 2026 pode ser a primeira do século sem mulheres nas principais chapas

Levantamento aponta que 2026 pode romper uma sequência de 24 anos com presença feminina nas principais disputas eleitorais do país  |  Arquivo / BNEWS

Publicado em 06/08/2026, às 06h25 - Atualizado às 06h25   Arquivo / BNEWS   Redação Bnews

A eleição presidencial de 2026 será a primeira deste século sem mulheres em chapas presidenciais consideradas competitivas, segundo levantamento da Folha de São Paulo. Desde 2002, ao menos uma mulher participou como candidata à Presidência ou à Vice-Presidência em uma das principais disputas eleitorais, mas o cenário mudou para o próximo pleito.

O levantamento considerou como competitivas as chapas de partidos com representantes no Congresso Nacional e que alcançaram pelo menos 1% dos votos no primeiro turno das eleições.

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Única chapa feminina não tem representação no Congresso

Até o momento, apenas uma chapa presidencial com mulheres aparece com ao menos 1% de intenção de voto em pesquisas como o último Datafolha, realizado no fim de julho.

A composição tem Samara Martins, candidata à Presidência pela UP (Unidade Popular), e Raquel Bricio, que disputa como vice pelo mesmo partido. A legenda, no entanto, não possui representantes na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal.

Flávio Bolsonaro chegou a avaliar mulheres como vice

Havia expectativa de que outras mulheres integrassem chapas competitivas para 2026. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a considerar nomes femininos para ocupar a vice, em uma tentativa de reduzir a rejeição entre o eleitorado feminino.

Nesta quarta-feira (5), porém, o parlamentar definiu o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu companheiro de chapa.

Participação feminina esteve presente nas últimas eleições

Nas eleições de 2022, três mulheres estiveram em chapas competitivas. Simone Tebet foi candidata à Presidência pelo MDB e teve Mara Gabrilli, então no PSDB, como vice. A chapa recebeu menos de 5% dos votos no primeiro turno.

Ana Paula Matos também participou como vice na chapa de Ciro Gomes, pelo PDT. A candidatura alcançou 3% dos votos na primeira etapa da disputa.

Em 2018, o número de mulheres em chapas presidenciais competitivas foi maior. Manuela d’Ávila integrou a chapa de Fernando Haddad (PT) pelo PC do B e chegou ao segundo turno, quando perdeu para Jair Bolsonaro (PL).

Naquele mesmo ano, Ciro Gomes disputou com Kátia Abreu como vice pelo PDT. A chapa terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 12,47% dos votos.

Também concorreram como vices Ana Amélia Lemos, pelo PP, na chapa de Geraldo Alckmin, então no PSDB, e Suelene Balduino, que integrou a chapa de Cabo Daciolo pelo Patriota.

Mulheres também protagonizaram disputas presidenciais

Em 2014, três mulheres lideraram chapas competitivas na disputa pela Presidência. Dilma Rousseff (PT) foi reeleita, enquanto Marina Silva, pelo PSB, recebeu 21,32% dos votos no primeiro turno. Luciana Genro, pelo PSOL, teve menos de 2%.

Em 2010, Dilma e Marina voltaram a disputar a Presidência. A petista recebeu 46,91% dos votos no primeiro turno, contra 19,33% de Marina.

Em 2006, Heloísa Helena foi a única mulher em uma chapa competitiva. Candidata pelo PSOL, ela recebeu 6,85% dos votos e terminou a eleição em terceiro lugar.

Já em 2002, Rita Camata, do PMDB, foi candidata a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB). A dupla alcançou 23,2% dos votos no primeiro turno, mas perdeu no segundo turno para Lula e José Alencar.

Classificação Indicativa: Livre


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