Política
Publicado em 14/07/2026, às 08h33 Reprodução Annderson Ramos
O interesse do presidente dos EUA, Donald Trump, nas eleições do Brasil ganhou um novo capítulo nos últimos dias. O instituto americano McLaughlin & Associates — cujo fundador, John McLaughlin, é um dos principais pesquisadores eleitorais de Donald Trump — realizou sondagem sobre a disputa ao Palácio do Planalto de 2026 e sobre a opinião dos brasileiros acerca de temas como STF e facções.
A pesquisa, que não foi registrada na Justiça Eleitoral, aponta o presidente Lula na liderança no primeiro turno, com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 32%. Na sequência, estão Ronaldo Caiado (PSD), com 7%; Romeu Zema (Novo), com 5%; e Renan Santos (Missão), com 3%.
Já na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, os dois aparecem numericamente empatados, com 45% das intenções de voto cada. Fontes ligadas à Casa Branca informaram ao portal Metrópoles que os números da pesquisa já teriam chegado à mesa de Trump.
O levantamento foi realizado nos dias 27 e 28 de junho, dias após o vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com críticas a Flávio Bolsonaro. O instituto ouviu 1.831 eleitores prováveis, ou seja, aqueles que dizem ter intenção de realmente votar. A margem de erro é de 2,3 pontos para mais ou para menos.
O Instituto também testou a opinião de brasileiros sobre o STF. A pesquisa aponta que 72% dos entrevistados são favoráveis ao impeachment de ministros da Corte que tenham cometido crime ou má conduta. Outros 16% são contrários e 12% responderam não saber.
Ainda sobre o Supremo, a pesquisa indagou os entrevistados sobre suposta decisão da Corte de “barrar” Jair Bolsonaro de concorrer nas eleições de 2026. De acordo com o levantamento, 52% dos entrevistados se disseram contrários à suposta decisão do STF de “barrar” Jair Bolsonaro de concorrer ao Planalto nas eleições de 2026. Outros 41% responderam serem favoráveis à decisão do Supremo, enquanto 7% disseram não saber responder.
A pesquisa também mediu o apoio à adoção de um comprovante impresso do voto, após o registro na urna eletrônica, proposta defendida pela maioria dos bolsonaristas defende. A ideia recebeu apoio de 81% dos entrevistados. Outros 13% se disseram contrários, enquanto 7% não souberam responder.
Outro tema incluído no levantamento foi a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A medida recebeu apoio de 56% dos entrevistados, ante 30% que disseram ser contrários. Outros 14% não souberam opinar.
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