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Política

Investigação da PF analisa a suposta interferência dos EUA na eleição e liga o alerta em campanha de Flávio

Polícia Federal investiga dinheiro enviado dos EUA para coibir "censura" no Brasil  |  Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Publicado em 06/10/2026, às 13h05   Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil   Matheus Simoni

A cúpula da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ficou em estado de alerta ainda durante a votação do primeiro turno. O motivo foi a abertura de um inquérito sobre a suposta interferência dos Estados Unidos na eleição. A decisão, anunciada pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF) Andrei Rodrigues, foi motivada pela publicação de uma reportagem do The Guardian segundo a qual um projeto do governo dos Estados Unidos previa recursos para grupos da sociedade civil que se opõem ao que classificam como abuso de poder judicial e censura por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A informação sobre o alerta da campanha de Flávio foi divulgada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Segundo a publicação, cerca de R$ 5,2 milhões seriam direcionados ao Brasil por meio do projeto “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”. Não se sabe, porém, se o dinheiro chegou a ser enviado pelos EUA, nem mesmo o valor ou o destino final.

De acordo com o diretor-geral da PF, o inquérito foi pedido pela Advocacia-Geral da União (AGU). A apuração está em andamento na Diretoria de Inteligência da PF, em caráter preliminar.

Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, declarou Andrei Rodrigues, ainda no domingo.

Além disso, Andrei Rodrigues garantiu que "não há risco efetivo ou elemento concreto" e nem a existência de um plano contra embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália em Brasília. Ambas tiveram o atendimento consular suspenso às vésperas das eleições como medidas de segurança por suposta ameaça de ataque terrorista desencadeada pelos EUA.

O The Guardian destaca que o valor faz parte de um pacote de US$ 175 milhões (cerca de R$ 918 milhões) do principal fundo de direitos humanos do Departamento de Estado americano. Além do Brasil, os valores do pacote também seriam destinados a outros projetos pelo mundo. O jornal britânico diz que US$ 40 milhões seriam destinados a um fundo anticomunista, um grupo de direitos dos sul-africanos brancos também receberia apoio e aliados ideológicos dos Estados Unidos na Europa entrariam em programas de recompensas.

Segundo Gaspar, na cúpula da campanha bolsonarista, espalhou-se a desconfiança de que a medida pode vir a ganhar corpo nas próximas semanas com novas denúncias como forma de justificar alguma nova decisão do STF contra o presidenciável ou seu entorno.

Um pedido de investigação semelhante foi feito pelo PT, mas acabou desconsiderado por conta da ausência de evidências por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O fato de o PT ter feito o pedido diretamente ao ministro do STF Flávio Dino também fez surgir o alerta na campanha de Flávio Bolsonaro. Ainda de acordo com Malu Gaspar, os aliados do presidenciável têm afirmado que esperam novas decisões do Supremo até a realização do segundo turno. Citam inclusive decisões de Dino que consideram contra a candidatura de Flávio, como chamar para si a investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre a destinação dos recursos do filme “Dark Horse”, a respeito da vida de Jair Bolsonaro e determinar que a perícia do material seja feita pela PF.

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TagsCampanhaEUAEstados Unidosflávio bolsonaroJustiçapolícia federalstf

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