Política

Investigado no caso Banco Master, Ciro Nogueira é enviado pelo Senado à ONU

Ciro Nogueira foi designado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para representar a Casa em encontro de alto nível da ONU  |  Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo

Publicado em 10/06/2026, às 22h48   Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo   Davi Lemos

Mesmo sendo alvo de investigações da Polícia Federal (PF) ligadas ao escândalo do Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP/PI) foi designado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para representar a Casa em um encontro de alto nível da Organização das Nações Unidas (ONU), previsto para julho, em Nova York. A autorização da viagem foi aprovada pelo plenário do Senado na terça-feira (9).

Segundo o requerimento apresentado pelo parlamentar, a missão oficial ocorrerá entre os dias 13 e 15 de julho, embora ele tenha informado que ficará fora do Brasil de 12 a 16 do mesmo mês. O senador declarou que participará do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável e de uma agenda parlamentar da União Interparlamentar (UIP), afirmando que irá “representar o Senado Federal” nos encontros.

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A viagem foi autorizada por Alcolumbre em documento assinado no início de junho e terá despesas custeadas pelo Senado, incluindo passagens, diárias e seguro-viagem. No pedido, Ciro argumentou que a presença do Legislativo nesses espaços é relevante para acompanhar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e compartilhar experiências sobre políticas públicas relacionadas à “Agenda 2030”.

A participação do senador no evento internacional acontece semanas após ele ter sido incluído como alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura supostos crimes financeiros envolvendo o Banco Master. A PF suspeita que Ciro tenha atuado em benefício de interesses ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro em troca de vantagens indevidas, hipótese negada pelo parlamentar.

Recentemente, uma reportagem da revista piauí afirmou que Vorcaro teria arcado com despesas pessoais do senador, incluindo viagens de luxo, imóveis, cartão de crédito e até uma suposta sociedade não declarada, em troca de apoio político. O banqueiro, atualmente preso e em negociação de delação premiada, também teria cedido um apartamento de alto padrão ao senador, segundo a publicação.

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