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Política

Itamaraty convoca diplomata argentina para cobrar explicações sobre a fuga de Flávio Bolsonaro

Durante o encontro no Itamaraty, foram solicitadas informações sobre a passagem do candidato derrotado pelo território argentino e seus desdobramentos  |  Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 30/10/2026, às 18h50   Marcelo Camargo/Agência Brasil   Sophia Souza

O Ministério das Relações Exteriores, conhecido como Itamaraty, convocou a encarregada de Negócios da Argentina no Brasil, María Emilia Cortés, para prestar esclarecimentos sobre o contexto da fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos. 

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María Emilia Cortés foi recebida na tarde desta quinta-feira (29) pelo chefe do Departamento do Mercosul do Itamaraty, João Marcelo Galvão de Queiroz, em Brasília. Durante o encontro, foram solicitadas informações sobre a passagem do candidato derrotado pelo território argentino e seus desdobramentos.

Itamaraty convoca diplomata argentina para cobrar explicações sobre a fuga de Flávio Bolsonaro 

A convocação teria como significado demonstrar um incômodo por parte do governo Lula com o ocorrido. Apesar disso, a reunião aconteceu normalmente, seguindo as práticas diplomáticas. 

Ao fim da reunião, María Emilia ficou de transmitir o que foi debatido ao governo de Javier Milei.

A fuga de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil na última terça-feira (27) após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a apreensão de seus passaportes e proibi-lo de deixar o país. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, que assinou a medida, a decisão foi tomada após a Polícia Federal (PF) encontrar indícios de que o senador fugiria após as eleições.

Rumo ao território estadunidense, ele atravessou a fronteira para a Argentina e lá embarcou em um jato, com o passaporte italiano. 

Pouco tempo depois, o senador publicou uma carta, onde afirmou não reconhecer o resultado das eleições e se autodeclarou como “líder do Brasil”. A declaração aconteceu mesmo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e até mesmo seus próprios aliados reconhecerem o resultado da disputa.

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