Política

Itamaraty emite comunicado onde critica “traidores da pátria”: “Não conseguirão reescrever a história”

Declaração do Itamaraty ocorre após o anúncio de que Flávio Bolsonaro iria aos EUA defender as empresas brasileiras  |  Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Publicado em 24/06/2026, às 19h53   Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil   Héber Araújo

O Ministérios das Relações Exteriores – Itamaraty – reagiu à inscrição do senador Flávio Bolsonaro para participar de uma audiência nos Estados Unidos, onde o pré-candidato a presidente afirmou que irá defender as empresas brasileiras. A audiência ocorre para determinar se o governo Trump vai aplicar a tarifa de 25% a produtos brasileiros.

Em publicação feita nas redes sociais, o órgão criticou aqueles que chamou de traidores da pátria, apontando que eles são os responsáveis pela aplicação das sanções econômicas contra o Brasil. Ainda segundo o Itamaraty, eles devem um pedido de desculpa ao país e apontou que não podem reescrever a história.

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“Investigação da 301 e tarifas contra o Brasil Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira”, escreveu o MRE em publicação no X.

Investigação da 301 e tarifas contra o Brasil

Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira.

— Itamaraty Brasil 🇧🇷 (@ItamaratyGovBr) June 24, 2026

“O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros”, completou.

O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas
pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros.

— Itamaraty Brasil 🇧🇷 (@ItamaratyGovBr) June 24, 2026

O comunicado faz referência às investigações do Governo dos EUA, que apontaram que o Brasil possui algumas práticas que restringem o comércio com os norte-americanos, apontando o PIX como principal causador do problema. Devido a isso, o Escritório de Comércio dos EUA  propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre as mercadorias brasileiras.

Segundo o Itamaraty, o governo apresentou críticas e demonstrou que “políticas brasileiras não prejudicam o comércio com os Estados Unidos e realizou reunião de consultas governamentais com os EUA, em Washington, com delegação de alto nível”.

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