Política
Publicado em 07/10/2026, às 18h43 Devid Santana Bnews Héber Araújo
Reeleito para mais um mandato como senador da Bahia, Jaques Wagner (PT), criticou o apoio da federação União Progressistas à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista a uma rádio de Vitória da Conquista, nesta quarta-feira (7), Wagner afirmou que ACM Neto (União) passou o primeiro turno “tentando se esconder” para faturar votos casados com o presidente Lula.
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“Agora que ele perdeu a eleição, em vez dele recomendar para os baianos a votação de um governo federal que entre em harmonia com o governo estadual, ele prefere abraçar aquele que seguramente não vai tratar bem a Bahia, porque a cabeça é miúda”, disparou.
Para o senador, a decisão de Neto apenas reforça a postura antipetista do ex-prefeito de Salvador. O senador também classificou a proximidade do candidato a governador derrotado com Flávio Bolsonaro como “mesquinha”.
Conforme Wagner, essa relação “pode ser que seja pelas orgias que foram reveladas. Na foto deles só está faltando o Vorcaro. Um é o cavalo preto [Flávio Bolsonaro], e o outro é o lobo de Wall Street [ACM Neto]”.
Ainda na declaração, o ex-governador da Bahia lembrou do período em que Jair Bolsonaro era o presidente do Brasil. Segundo ele, nos quatro anos que o Brasil passou sem o PT o país voltou para o Mapa da Fome, a inflação e a taxa de desemprego subiram. Ele ainda citou os “momentos difíceis” enfrentados por Rui Costa, governador que estava a frente da Bahia quando Bolsonaro era presidente.
“Quem pensa em família não pode se aproximar desse grupo. Esse grupo não respeita a família, é um grupo que degrada valores. Eu espero que a maioria do povo brasileiro desperte e a gente consiga eleger o presidente Lula no segundo turno”, completou.