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Política

Jerônimo aponta motivo para virada de Lula no segundo turno: “A sociedade percebeu o risco que corria”

Governador foi entrevistado no programa 12 Em Ponto da Rádio Itapoan FM nesta terça-feira (27)  |  Ricardo Stuckert

Publicado em 27/10/2026, às 13h10   Ricardo Stuckert   Anderson Ramos

Durante entrevista ao programa 12 Em Ponto da Rádio Itapoan FM nesta terça-feira (27), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) disse que a vitória do presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições deste ano se deve ao medo que os eleitores sentiram de um novo governo Bolsonaro.

O petista disse não acreditar que a derrota no primeiro turno tenha sido causada por um “salto alto” da campanha de reeleição do presidente.

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Tenho a impressão que no segundo turno, a sociedade percebeu o risco que corria. Não digo que foi salto alto, mas as pessoas não deram a atenção devida no primeiro turno. Não acho que tenha sido vaidade, talvez tenham entendido que poderiam deixar pra lá e que não iria fazer o esforço. Já no segundo não. Os idosos, os educadores, os jovens, o movimento LGBTQIA+, se mobilizaram. Foi uma mobilização que não foi organizada pelo presidente Lula, ou pela coordenação da campanha. Não uso o termo de movimentação espontânea, mas surgiu da necessidade. As pessoas tiveram intencionalidade”, avaliou o governador.

Na ocasião, ele lembrou das dificuldades enfrentadas pelo governadores que não eram alinhados ao Palácio do Planalto na época de Bolsonaro e do desmonte de ministérios e políticas públicas.

“Eu tenho certeza que os projetos sociais e a inclusão corriam risco. Todo mundo se lembra que aqui na Bahia, quando Rui Costa ficou quatro anos convivendo com o governo federal da Bolsonaro, nem audiência tinha. Até para tomar empréstimo, Rui teve que recorrer a uma liminar para garantir que o Banco do Brasil liberasse. Eles acabaram com o Ministério da Cultura, acabaram com o Ministério da Agricultura Familiar, acabaram com os recursos da educação, da saúde e quando a sociedade viu o risco, correu no segundo turno para poder salvar o que nós chamamos de Brasil inclusivo”, pontuou.

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