Política
Publicado em 24/09/2025, às 17h14 GOVBA Anderson Ramos
O governador Jerônimo Rodrigues(PT) comemorou a rejeição por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 03/2021, que ficou conhecida como PEC da Blindagem, em votação que ocorreu nesta quarta-feira (24).
Em seu parecer, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator do texto, defendeu a rejeição da proposta pela inconstitucionalidade do texto. O senador ainda classificou a proposta como "grave retrocesso".
Nas redes sociais, o chefe do Executivo baiano celebrou o fim da tramitação da proposta e lembrou dos senadores baianos que se posicionaram contra a PEC.
“Vitória da democracia e do povo brasileiro! Como anteciparam os senadores da Bahia, Otto Alencar e Jaques Wagner, a PEC da Blindagem NÃO PASSOU na CCJ, por unanimidade, impedindo que mandatos parlamentares virassem manto da impunidade. A Bahia se somou à mobilização das ruas e celebra essa conquista histórica do Estado de Direito. Seguiremos firmes, acompanhando os próximos passos no Congresso, em defesa da vida e dos interesses do nosso povo”, publicou o governador no X, antigo Twitter.
Vitória da democracia e do povo brasileiro!
— Jerônimo Rodrigues (@Jeronimoba13) September 24, 2025
Como anteciparam os senadores da #Bahia, Otto Alencar e Jaques Wagner, a PEC da Blindagem NÃO PASSOU na CCJ, por unanimidade, impedindo que mandatos parlamentares virassem manto da impunidade. A Bahia se somou à mobilização das ruas e…
A PEC da Blindagem foi aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 16 de setembro. A decisão foi criticada pelo meio político e pela sociedade, que realizou manifestações contra a proposta em todo o Brasil. O ato realizado em Salvador contou com as participações de artistas como Daniela Mercury e Wagner Moura e reuniu mais de 50 mil pessoas na orla da Barra.
A proposta previa que deputados e senadores só poderiam ser investigados e presos, com aval do Congresso Nacional. O texto também determinava foro privilegiado para presidentes nacionais de partidos com representação no Parlamento, sendo assim, eles só poderiam ser julgados diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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