Política
Publicado em 01/11/2026, às 08h28 Ricardo Stuckert / PR Cauan Borges
O ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, é tratado por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um dos nomes praticamente certos para integrar o primeiro escalão do próximo governo.
A expectativa é que o político pernambucano ocupe um ministério no quarto mandato do petista, segundo informações publicadas pelo jornal O Globo.
Mesmo após ser derrotado por Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo Governo de Pernambuco, o filho do ex-governador Eduardo Campos segue com influência no cenário político nacional. Sem mandato eletivo, João comanda o PSB, partido que mantém uma das principais alianças com o PT e que também abriga o vice-presidente Geraldo Alckmin.
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De acordo com um auxiliar de Lula ao O Globo, a indicação de Campos deve entrar na pauta durante a primeira reunião formal entre o presidente e representantes do PSB para discutir a formação do novo governo.
Apesar da expectativa, ainda não existe uma definição sobre qual ministério ficaria sob responsabilidade do dirigente partidário.Uma das possibilidades consideradas nos bastidores é que o PSB reivindique o Ministério da Ciência e Tecnologia.
A pasta tem um significado especial para a família Campos, já que foi comandada por Eduardo Campos, entre 2004 e 2005, durante o primeiro mandato de Lula. Atualmente, o ministério é chefiado por Luciana Santos, do PCdoB.
A relação entre o petista e a família Campos foi construída durante a passagem de Eduardo pelo governo federal. O ex-governador de Pernambuco morreu em agosto de 2014, em um acidente aéreo, quando disputava a Presidência da República. Desde então, João também construiu uma relação de proximidade com o petista, que chegou a ser utilizada como estratégia eleitoral na disputa pelo governo pernambucano.
Durante a campanha, Lula gravou vídeos ao lado do então prefeito do Recife para fortalecer a candidatura do socialista. No entanto. inicialmente, o presidente evitou participar de compromissos presenciais no estado para não criar atritos com Raquel Lyra, que disputava a reeleição e não declarou apoio a nenhum dos candidatos à Presidência.
Na reta final da campanha, o presidente reeleito mudou de estratégia e participou de um ato político com João Campos no Recife. Nos bastidores do PT, a avaliação era de que a presença do presidente evitaria que o socialista atribuísse uma eventual derrota à falta de empenho do aliado.
Entretanto, a movimentação não foi suficiente para reverter o resultado, já que Raquel Lyra venceu a eleição com 53,27% dos votos válidos, contra 44,82% de Campos.
A definição dos nomes que vão compor o novo ministério, segundo interlocutores do presidente, só deve começar depois de 16 de novembro. A data marca o retorno de Lula de uma viagem internacional à Turquia e às Filipinas, onde participará da COP31, em Antália, e da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático, em Cebu.
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