Política
Publicado em 16/04/2026, às 10h27 - Atualizado às 10h27 Devid Santana / BNEWS Anderson Ramos
João Roma (PL), pré-candidato ao Senado, voltou a negar qualquer envolvimento em irregularidades sobre o Banco Master. Roma foi um dos três ex-ministros do governo Jair Bolsonaro a ser convocado a prestar esclarecimentos na CPI do Crime Organizado no Senado.
A comissão queria saber mais detalhes da relação entre Roma e o ex-CEO do banco, Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro. Ambos foram presos na primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado. Apesar da indicação, a convocação de Roma foi retirada de pauta e ele não foi ouvido pela CPI.
Em entrevista nesta quinta-feira (16) ao programa Giro Baiana da Rádio Baiana FM (89,3) e transmitida simultaneamente pela BNews TV, Roma confirmou sua relação com Lima, mas negou que tenha feito negócios com o empresário.
"Não escondo minhas amizades. Sou amigo de Augusto Lima e de Flávia Arruda também que foi ministra, mas nunca fiz negócio diferente do governo do estado que fez, mas isso não pe motivo de fazer tempestade. O que me impressiona é o seguinte, nunca houve nenhum ato enquanto eu fui ministro que beneficiasse nenhum o Banco Master ne nenhuma outra instituição financeira", argumentou.
Na ocasição, Roma criticou o contrato do escritório de advocacia de Viviane de Moraes, esposa do minsitro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cobrou providências.
"Eu não sei o que vem mais de coisa. Com o que já temos de informação algunas providências já deveriam tere sido tomadas. Uma esposa de um ministro do Supremo Tribunal Federal com um contrato de mais de 100 milhões de reais. O próprio agente público de um dos maiores cargos da república fica trocando informações a serviço? Se isso não é suficiente para termos uma grande mudança em nossa república, eu não sei o que mais precisa acontecer, ou o que falta Vorcaro falar", pontuou.
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