Política

João Roma diz que Bolsonaro foi condenado por "vingança" e aponta "cartas marcadas"

O presidente do PL na Bahia, João Roma, disse que condenação de Jair Bolsonaro foi "processo de cartas marcadas"  |  Divulgação / Arquivo

Publicado em 25/11/2025, às 20h08 - Atualizado às 20h35   Divulgação / Arquivo   Davi Lemos

O presidente do PL na Bahia, João Roma, criticou nesta terça-feira (25), a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Roma afirmou que o desfecho do julgamento era “um processo de cartas marcadas”, pois, segundo ele, “antes mesmo da sentença, todos já sabiam qual seria o resultado”. O dirigente se referiu ao ex-presidente como "maior e mais forte liderança política do país".

“É impossível chamar isso de Justiça. O que vimos foi um processo com resultado anunciado, em que a condenação de Bolsonaro já estava escrita antes mesmo dos votos. Não se trata de julgamento, mas de vingança política, algo sem precedentes na história do Brasil. O processo foi apenas para dar um ar de Justiça, mas todo mundo já sabia qual era o resultado que eles queriam: a condenação de Bolsonaro, que vem sendo vítima de uma perseguição que só se vê em países autoritários”, declarou Roma, em nota enviada à imprensa.

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Nesta terça-feira (25), o ministro do STF Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão de Bolsonaro e declarou o trânsito em julgado do processo; desta forma, foi iniciado o cumprimento da pena. Roma reiterou o entendimento dele de que há perseguição sistemática contra Bolsonaro. O dirigente pontuou que o ex-presidente “vem sofrendo humilhações sucessivas, pressões psicológicas e ações desumanas por parte de setores do Judiciário”.

“Bolsonaro não foi condenado por desviar dinheiro público, por roubo, por corrupção. Nada disso. Ao contrário de Lula e de tantos aliados do PT, que estiveram no centro dos maiores escândalos da história. Bolsonaro é preso e condenado por perseguição política, por um sistema que tenta calar quem representa milhões de brasileiros”, afirmou Roma.

O ex-ministro criticou diretamente a atuação do ministro Alexandre de Moraes e da Primeira Turma, acusando a Corte de agir com “passionalismo” e “viés ideológico”. “Estamos vendo decisões que lembram tribunais de regimes autoritários. O Supremo, que deveria pacificar a nação e defender a Constituição, virou palco de posições ideológicas radicais. Isso não fica atrás do tribunal montado por Hugo Chávez na Venezuela”, disparou.

Ao comentar o impacto político da decisão, Roma afirmou que o objetivo final da perseguição é atingir não apenas Bolsonaro, mas o movimento político que ele representa. “Não se prende uma ideia, não se prende um movimento que nasce do povo. O que está acontecendo é uma tentativa explícita de criminalizar um projeto político e silenciar milhões de brasileiros que acreditam em um Brasil livre, soberano e sem corrupção, um Brasil que respeita e valoriza a família, a fé em Deus e os bons valores”, frisou.

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