Política
Publicado em 07/10/2026, às 16h26 BNEWS/Assessoria Carolina Papa
O presidente estadual do Partido Liberal (PL), João Roma, descartou que conversas sobre a oferta de um ministério ao ex-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), tenha ocorrido em troca de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na corrida à Presidência da República.
João Roma afirma ter participado das reuniões que costuraram o apoio de ACM Neto a Flávio Bolsonaro e que a distribuição de cargos em um possível governo do filho "01" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não foi motivo de pauta nos encontros.
"As conversas, todas que eu participei inclusive, não se deram sobre cargos, nem sobre participação em ministério. Claro que as pessoas têm expectativas, as pessoas sabem e o Flávio sabe a importância da Bahia [para as eleições]. Mas com muita clareza, [isso] não foi tratado nesses dias aqui em Brasília", disse em entrevista exclusiva ao BNews.
Na manhã desta quarta-feira (7), ACM Neto, que é vice-presidente nacional do União Brasil, anunciou que caminhará ao lado de Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto. No domingo (4), 1º turno das eleições, o ex-prefeito de Salvador foi derrotado nas urnas pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
"O foco agora é que a gente possa realmente vencer as eleições. Passadas as eleições, aí vai se desencadear primeiro o governo de transição. Tem todo um passo a passo disso antes de começar a discutir cadeiras e nomes", acrescentou.
O União Brasil fechou questão em torno do apoio a Flávio Bolsonaro para presidente. Na Bahia, eu e todo o nosso grupo político estaremos mobilizados e trabalhando por sua candidatura. Precisamos mudar o Brasil. https://t.co/5ba9bXGV3P
— ACM Neto (@acmnetoba) October 7, 2026
"Lu-Neto" na Bahia
Durante o 1º turno, ACM Neto declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD), seu antigo correligionário. Devido à falta de expressividade do ex-governador de Goiás nas pesquisas e a uma chapa composta por candidatos que declararam apoio a Flávio Bolsonaro, havia a expectativa de que Neto seguisse seus aliados, o que não ocorreu.
Outro fator que chamou a atenção sobre a candidatura de ACM Neto foi o voto "Lu-Neto" na Bahia, em que o ex-prefeito era escolhido como candidato ao Palácio de Ondina e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto.
Sobre o apoio de ACM Neto a Flávio, João Roma pontua que o líder da chapa majoritária da oposição na Bahia "não pediu o voto para Lula no primeiro turno".
"A vontade do eleitor é soberana. ACM Neto não pediu o voto para Lula no primeiro turno. Os eleitores se manifestaram. Ele tinha uma relação muito próxima com Caiado, seguiu até o final com a sua relação afetiva, de compromisso de uma vida toda. O próprio Caiado já declarou apoio a Flávio, e ACM Neto segue pelo mesmo caminho", destacou o bolsonarista ao BNews.
"Aquelas pessoas que, talvez por falta de orientação, não vestiram a camisa em relação à eleição nacional podem agora ter a oportunidade de um cenário mais cristalino na política. No primeiro turno é muita poluição: candidatura estadual, federal, senador, governador... Então, são outras discussões. Agora, para presidente, acho que há um outro momento para que as pessoas possam realmente refletir sobre o futuro da Bahia e do Brasil", finalizou.
O governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), teceu críticas ao voto “Lu-Neto” na Bahia. Durante um comício na noite de sábado (26) durante um comício em Jacobina, o petista relembrou o episódio em que ACM Neto falar em dar uma surra no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O voto de Lula é o nosso voto. O voto de Lula não combina com o outro lado. O ex-prefeito ACM Neto prometeu uma surra no Lula. Quem ameaça uma surra não merece estar na política”, disse o governador. https://t.co/J9bTYUEIVG
— BNews (@bnews_oficial) September 27, 2026
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