Política
Publicado em 13/10/2026, às 08h03 Reprodução Samuel de Jesus
O jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr., crítico ao presidente argentino Javier Milei, foi impedido de entrar na Argentina na segunda-feira (12), após desembarcar no aeroporto Aeroparque, em Buenos Aires. As autoridades migratórias proibiram seu retorno ao país pelos próximos cinco anos e determinaram o cancelamento de sua residência permanente.
EL GOBIERNO EXPULSÓ A UN BRASILEÑO QUE INSULTÓ A JAVIER MILEI EN REDES: LE PROHIBIÓ INGRESAR AL PAÍS POR 5 AÑOS El Gobierno expulsó en las últimas horas a un brasileño que había insultado a Javier Milei en redes sociales. El área de Migraciones le canceló la residencia permanente y le prohibió el ingreso al país por cinco años al periodista brasileño Rogerio Tomaz Jr., quien había publicado críticas contra el presidente argentino. Se trata de un simpatizante del Partido de los Trabajadores (PT) de Luiz Inácio Lula da Silva. La medida se hizo efectiva este lunes, cuando el hombre llegó al Aeroparque Jorge Newbery para realizar entrevistas destinadas a un libro sobre el mandatario y fue obligado a regresar a Brasil. Tras conocerse el episodio, el asesor presidencial Santiago Caputo y el director de la Oficina de Respuesta Presidencial, Juan Pablo Carreira, conocido como Juan Doe, celebraron públicamente la decisión. “Te falló el operativo, campeón”, escribió Caputo pocas horas después de que Infobae publicara la noticia. El consultor acompañó el mensaje con una imagen de Tomaz junto a Lula da Silva. El periodista brasileño le respondió desde su cuenta de X: “Quedará bien guardada esa burla de un asesor de narcos y ladrones de criptomonedas. El tiempo pone a cada uno en su lugar”. https://t.co/tAJKQHsWbm
— MDZ Online (@mdzol) October 12, 2026
De acordo com o jornalista, a justificativa apresentada pela Direção Nacional de Migrações (DNM) foi de que ele não cumpriu as condições para manter a residência permanente, já que não moraria regularmente na Argentina desde 2022.
Meu documento vai até 2037, mas eles alegam que, como não moro na Argentina desde 2022, não passei dias suficientes para manter o visto de residência permanente desde então. É como se eu tivesse abandonado o país”, afirmou ao UOL.
Segundo ele, somente em 2026 foram 36 dias no país. Rogério contesta a justificativa e diz que continuou viajando ao território argentino.
Segundo o UOL, Tomaz Jr. afirmou suspeitar que a medida tenha relação com os embates que teve, entre julho e agosto, com integrantes e apoiadores do governo Milei, em suas redes sociais.
O brasileiro também está escrevendo um livro sobre a gestão do presidente argentino, com lançamento previsto para 2027. Ele havia viajado ao país para produzir imagens e registros sobre a situação econômica argentina.
Vim para registrar imagens que mostrem ao Brasil e ao mundo a crítica situação econômica do país e a escalada autoritária deste governo de extrema direita”, escreveu o jornalista em uma mensagem enviada a contatos brasileiros.
A possível motivação pode ser política, porém, ainda é uma suspeita apresentada pelo profissional.
A proibição é fundamentada no artigo 62 da Lei de Migrações da Argentina, conforme documentos apresentados pelo jornalista. A legislação prevê o cancelamento da residência em determinadas situações de descumprimento das condições estabelecidas para sua concessão.
Tomaz Jr. afirmou que pode recorrer da sanção, mas não acredita no sucesso da medida. Morador de Brasília, o jornalista já trabalhou como assessor parlamentar na Câmara dos Deputados. Após ser impedido de entrar na Argentina, ele retornou ao Brasil.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiaram a medida e manifestaram solidariedade ao profissional.
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