Política
Publicado em 21/08/2026, às 23h45 Reprodução / X Davi Lemos
Um juiz federal dos Estados Unidos concluiu que era fraudulento o registro migratório que indicava uma suposta entrada de Filipe Martins no país em outubro de 2022. O documento chegou a ser considerado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao determinar a prisão preventiva do ex-assessor da Presidência em 2024. As informações foram reveladas pela Folha de São Paulo.
A conclusão foi apresentada pelo juiz Gregory A. Presnell durante uma audiência realizada em março. O magistrado também fez críticas às agências americanas envolvidas na produção do registro e determinou que o governo dos EUA apresentasse documentos para esclarecer como as informações foram geradas e quem foi responsável por inseri-las no sistema.
O registro apontava que Martins teria entrado nos Estados Unidos em 30 de outubro de 2022, mesma data em que o então presidente Jair Bolsonaro viajou para Orlando, na Flórida, em uma aeronave presidencial. A autenticidade desse dado migratório tornou-se um dos pontos de controvérsia em torno da prisão do ex-assessor.
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