Política
Publicado em 03/09/2025, às 12h03 - Atualizado às 12h03 Agência Brasil Daniel Serrano
O julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os outros sete réus do chamado "núcleo crucial" do inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022 entrou, nesta quarta-feira (3), em seu segundo dia de sessões.
Na oportunidade, a defesa de Bolsonaro garantiu que o ex-presidente não estimulou que seus apoiadores e aliados não reconhecessem a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na eleição presidencial de 2022.
"Atos posteriores do presidente foram totalmente voltados à desestimular apoiadores e eleitores a qualquer forma de não reconhecimento da vitória eleitoral do presidente Lula", disse o advogado Paulo Bueno.
Já o advogado Celso Vilardi, que também faz parte da defesa de Bolsonaro e esteve presente na sustentação oral no julgamento que acontece na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o ex-presidente não dificultou a transição de governo.
"A prova produzida pela defesa mostra que o presidente Bolsonaro determinou uma transição", afirmou Vilardi.
O advogado disse ainda que o ex-presidente realizou a transição para o governo Lula sem criar obstáculos, o que, para a defesa de Bolsonaro, contrária à acusação de tentativa de golpe.
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