Política

Justiça descarta resposta do DF sobre visita de Jair Renan

Após a reunião, filho do ex-presidente conseguiu da pasta um escritório no estádio Mané Garrincha. Há a suspeita de tráfico de influência  |  Reprodução/Facebook/Jair Bolsonaro

Publicado em 25/04/2023, às 08h32   Reprodução/Facebook/Jair Bolsonaro   Daniel Serrano

A Justiça descartou uma resposta dada Secretaria de Esportes e Lazer do Distrito Federal sobre visita sigilosa feita pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Jair Renan Bolsonaro, à então titular da pasta e atual vice-governadora, Celina Leão (PP). O episódio é classificado como "erro ou sonegação de informações". As informações são do portal UOL.

Em 2020, Jair Renan se reuniu com a então secretária. O fato de o filho do ex-presidente conseguiu da pasta um escritório no estádio Mané Garrincha, existia a suspeita da pratica de tráfico de influência. No entanto, o caso foi arquivado pela Polícia Federal. A secretaria ainda decretou sigilo sobre o tema e quem participou do encontro.

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Por conta do sigilo, a pasta foi processada e perdeu em duas instâncias. Com a queda do sigilo, o governo deveria ter divulgado os participantes da reunião e o que foi abordado nela. No entanto, a pasta disse à Justiça que o encontro foi uma "cortesia" e "não há atos ou quaisquer documentos a serem disponibilizados".

No entanto, antes da derrota na justiça, a pasta alegava que não dar mais detalhes sobre o encontro "por questão de segurança" e que o filho do então presidente não seria pessoa pública e "a divulgação das informações podem colocar em risco a segurança do Estado e a do próprio [então] Presidente da República".

Por conta da contradição nas respostas, o juiz Daniel Branco Carnacchioni descartou as alegações da secretaria e voltou a intimar a pasta e notificou o Ministério Público, que pode apurar os agentes públicos do governo do DF.

“Se a recusa [inicial] em prestar informações estava baseada no interesse público e caráter pessoal dos dados, não se tratava de reunião informal”, diz trecho da decisão. “Ou há erro na primeira resposta (...) ou sonegação de informações após a determinação final”, acrescenta.

O UOL afirma ter tentado entrar em contato com Jair Renan, com a Secretaria de Esportes e com Celina Leão para comentar o caso. Porém, o portal não obteve resposta.

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